Vander revela jogador que marcou muito na passagem pelo Vitória: 'Fazia chover'

Vander revela jogador que marcou muito na passagem pelo Vitória: ‘Fazia chover’

"Marinho foi um cara que me marcou muito, em 2016 fazia chover", disse o meia.

Vander revela jogador que marcou muito na passagem pelo Vitória: ‘Fazia chover’
Foto: Divulgação/ECV

O último ano de Vander no Vitória foi 2016, quando ele dividiu o campo com Marinho. O meia lembra do atacante como um dos melhores jogadores com quem já atuou. Naquela temporada, Marinho marcou 21 gols e deu seis assistências em 43 jogos. Nas últimas seis rodadas do Brasileirão, ele balançou as redes sete vezes e ainda deu quatro passes decisivos para evitar o rebaixamento do Leão.

“Eu joguei com Kleberson, pentacampeão mundial, Edilson, mas estavam no fim da carreira [no Bahia]. Dentro de campo não faziam tanta diferença, proporcional ao nome deles. Marinho foi um cara que me marcou muito, em 2016 fazia chover. Ele fazia coisas que eu me perguntava como ele conseguia. Tanto dentro de campo como fora. A gente se dava bem, meio doidinho, alegria. O Escudero também era um jogador muito inteligente, o Willian Farias, o goleiro Gatito. Muitos jogadores bons que gostei. Mas Escudero e, principalmente, Marinho, foram os que mais me impressionaram”, afirma Vander, ao ge.globo.

Vander ficou quatro anos no Vitória, com uma passagem rápida pela Portuguesa nesse período. Ele foi bicampeão baiano e conquistou um acesso à Série A. Ao todo, foram 124 jogos, com 16 gols e 6 assistências. Ele explicou a decisão de deixar o Leão para jogar na Tailândia, em 2016.

“Eu via jogadores que ganhavam muito mais que eu e que não ajudavam como eu que não tinha essa cobrança. Foram quatro anos vivendo isso. O Vitória até me ofereceu mais um ano de contrato, por Anderson Barros, diretor. Mas aí eu queria sair já, estava com 26 ou 27 anos. Eu tinha vontade de jogar no exterior. Em 2015 tive vontade de ir para a Coreia do Sul, um clube me ofereceu proposta boa, mas o Vitória não me liberou. Mas eu tinha essa vontade de mudar um pouco, também era bom financeiramente para mim. Mas sempre achei que a cobrança era um pouco demais para o que eu merecia”, disse.

Ele falou sobre a diferença do futebol brasileiro e tailandês: “Aqui é muito diferente. Parece até outro esporte. Futebol é uma paixão nacional, mas não chega nem perto do Brasil em cobrança. A cobrança é interna. O presidente do clube contrata você para fazer a diferença. No Brasil, jogam 11. No Vitória, por exemplo, ninguém cobra mais Matheusinho que Wagner Leonardo. Todo mundo tem a mesma cobrança. Aqui, não. Se você, como estrangeiro, fazer um jogo meia boca, já começam a olhar…Um jogo beleza, mas no terceiro começam a olhar torto. É diferente a cobrança

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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