Definitivamente, o E.C Vitória é para quem acredita!

Definitivamente, o E.C Vitória é para quem acredita!

Vitória saiu do fundo do poço, na Série C, para a Série A, em dois anos, e agora está na Sul-Americana.

Definitivamente, o E.C Vitória é para quem acredita!
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

O Esporte Clube Vitória protagonizou de dois anos para cá um roteiro digno de Oscar. Mas vamos voltar um pouco no tempo. Em 2018, o clube iniciou uma fase terrível na sua história, reflexo das péssimas gestões anteriores, que deixaram como herança uma dívida maldita. O Leão caiu da Série A para a B e da Série B para a C, passou vexame ao ficar cinco anos seguidos sem se classificar à semifinal do Baiano, de fora da Copa do Nordeste.

Em 2022, o Vitória estava no fundo do poço, disputando a Série C do Brasileiro e correndo risco de rebaixamento para a Série D. Naquele momento, a permanência na terceira divisão seria um  “alívio” diante da campanha. As chances de classificação ao quadrangular final eram de apenas 2%. Muito difícil acreditar em uma reviravolta.

Mesmo desacreditado por muitos, o Vitória não desistiu, sua torcida acreditou e abraçou o time, que deu uma arrancada heroica rumo ao G-8, garantindo uma classificação que parecia impossível. No quadrangular final, o acesso veio com muito suor e sofrimento. Na última rodada, o Leão dependia apenas de si e empatou com o Paysandu, passando a depender de um tropeço do Figueirense, que ficou no 0 a 0 com o ABC.

A campanha do acesso heroico na Série C virou até livro, “Mão de Deus”, lançado pelo técnico João Burse, responsável por conduzir o time à Série B.

O ano de 2023 não começou bom para o Vitória, que caiu na primeira fase do Campeonato Baiano (pelo 5º ano seguido) e na Copa do Nordeste, mas o principal objetivo naquele momento era o acesso à Série A, o que também poucos acreditavam. Os matemáticos chegaram a colocar o Rubro-Negro como candidato ao rebaixamento na Série B.

A situação era tão crítica, que o Vitória sequer disputaria a Copa do Brasil de 2024 por conta da campanha no Campeonato Baiano, o que seria um grande impacto pela perda de receita. Era preciso ser campeão da Série B. Impossível? Não para o Vitória. O presidente Fábio Mota, antes do início da competição, cravou que o Leão disputaria a Copa do Brasil e que seria campeão da Segundona.

Diferente da Série C de 2022, não teve sofrimento na Série B de 2023. O Vitória, comandado pelo técnico Léo Condé, passou quase todo o campeonato no G-4, e conquistou não apenas o acesso, como também o primeiro título nacional de sua história com uma campanha memorável, colocando uma estrela no peito, que sempre será lembrada como a “virada de chave”, o ressurgimento do clube.

A melhor parte desse longa-metragem estava guardada para 2024. O Vitória começou o ano sob pressão, afinal, eram seis anos sem jogar uma semifinal de estadual e sete anos sem levantar a taça, e o título veio também na base da superação, com uma virada incrível no jogo de ida da final contra o Bahia. O Leão estava tomando 2 a 0 no Barradão, mas virou para 3 a 2, e foi para a Fonte Nova precisando apenas do empate para ser campeão baiano depois de muitos anos. O 1 a 1 foi suficiente para fazer a festa diante da torcida rival.

Após o título, o Vitória iniciou sua caminhada na Série A, com o objetivo principal de se manter na elite, não importava qual posição terminasse. Nas sete primeiras rodadas, somou apenas um ponto, o que resultou na demissão do técnico Léo Condé. O rebaixamento parecia inevitável. Thiago Carpini assumiu o comando, e demorou um pouco para colocar o Vitória nos trilhos certos.

O Vitória passou por uma reformulação no meio do ano, com as saídas de vários jogadores com problemas extracampo, que estavam atrapalhando o grupo, como bem destacou o técnico Thiago Carpini. Novos jogadores chegaram, e com um trabalho de muita seriedade e pés no chão, o Leão conseguiu uma arrancada colossal no segundo turno, vencendo todos os confrontos diretos.

Com a 7ª melhor campanha do segundo turno, o Vitória não apenas escapou do rebaixamento, como garantiu uma vaga à Copa Sul-Americana. Não posso deixar de mencionar novamente o presidente Fábio Mota, que ainda no início da Série A, quando o time havia somado apenas um ponto de 21 possíveis, afirmou que o Leão iria se classificar para um torneio internacional, e mais uma vez acertou.

Aliás, Fábio Mota merece todos os aplausos pelo trabalho que vem desenvolvendo no comando do Vitória. Mesmo com os inúmeros problemas, vem tirando leite de pedra, pagando salários antecipados, melhorando a estrutura do clube. Definitivamente, o Esporte Clube Vitória é para quem acredita.  

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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