Fábio Mota volta a criticar modelo de SAF: "Não é sinônimo de resultado esportivo"

Fábio Mota volta a criticar modelo de SAF: “Não é sinônimo de resultado esportivo”

"Você precisa ter um investidor sério, então a gente tá montando o modelo de SAF, não quer dizer que vai virar SAF".

Fábio Mota volta a criticar modelo de SAF: “Não é sinônimo de resultado esportivo”
Foto: Reprodução/Bnews

O Esporte Clube Vitória está avançando para se tornar uma Sociedade Anônima de Futebol, mas ainda trabalha na elaboração do modelo de SAF. Uma coisa é certa, os modelos adotados por Vasco, Cruzeiro, Botafogo e Cruzeiro não agradam ao presidente Fábio Mota, que é contra vender uma parte grande das ações do clube, passando o controle do futebol para o investidor.

Em entrevista ao BnewsTV, Fábio Mota voltou a criticar esse modelo de SAF e frisou que não é a solução dos problemas e nem sinônimo de resultados esportivos. Ele citou como exemplo o Vasco, que foi vendido, mas precisou entrar na Justiça para tirar a 777 do controle do clube, e o Cruzeiro, que foi comprado por Ronaldo Fenômeno, e agora está no seu segundo dono.

“De repente, chega um cara que você nunca viu na vida, desce em Salvador e compra o Vitória. Aconteceu isso no Vasco. O Vasco devia 400 milhões, se colocou a venda, a 777 veio, saiu lá dos Estados Unidos e comprou o Vasco. Resultado: a 777 foi embora, abandonou o Vasco, largou um bilhão de dívidas, o Vasco tá todo encalacrado e não teve resultado esportivo. Tem dois ou três anos que o Vasco briga pra não cair, não ganha nada. Se você pegar o Campeonato Brasileiro agora, do primeiro ao sexto, que são os garantires na Libertadores, só o Botafogo é SAF. Os outros cinco, Palmeiras, Flamengo, Internacional, São Paulo, não são SAF. Então, SAF não é a solução de todos os problemas”.

Fábio Mota é adepto da SAF do Fortaleza, que pretende vender apenas uma pequena parte das ações e manter o controle do futebol com Marcelo Paz, que se tornou CEO da SAF, porém, até o momento o Leão do Pici ainda não encontrou um investidor.

“Eu acho até que a SAF tem algumas vantagens, por exemplo, você acaba com a burocracia, você torna a instituição mais ágil, você dá mais para a instituição. O Fortaleza fez isso, criou a SAF, mas não para vender. Marcelo Paz hoje senta com a diretoria dele e resolve o que vai gastar e não precisa mandar para conselho. É uma forma de você agilizar, o clube vira uma verdadeira empresa, mas você tem que ter muito cuidado. Não existe fair play no Brasil, limitações de gastos para o futebol brasileiro. Se o irresponsável sentar na cadeira e for presidente, você sabe que eu encontrei vários irresponsáveis sentaram na cadeira do Vitória, até hoje a gente paga a dívida desses irresponsáveis, sentar na cadeira como presidente, fazer um monte de dívida, ele vai fazer a dívida, vai embora e a bomba fica”.

“Não é que eu seja contra a SAF, primeiro você tem que ter um investidor de verdade e que é difícil. Cruzeiro virou SAF, a sorte é que foi vendido por um cara que é milionário e que é cruzeirense. O Vasco já não teve a mesma sorte, o Coritiba virou o SAF, tá lá na Série B se debatendo para subir. O Bragantino, que é uma instituição organizada, fez o maior centro de treinamento do Brasil, escapou na última rodada do rebaixamento. Então a SAF não é sinônimo de resultado esportivo”.

“Você precisa ter um investidor sério, então a gente tá montando o modelo de SAF, não quer dizer que vai virar SAF, vamos montar o modelo, depois submeter esse modelo ao sócio do clube, deixar o modelo aprovado. A gente está discutindo um modelo e vamos fazer uma AGE para discutir esse modelo”.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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