Rogério Ceni pode recuperar prestígio de técnicos do Brasil

Rogério Ceni pode recuperar prestígio de técnicos do Brasil

País tem a menor quantidade de treinadores na Libertadores no século.

Rogério Ceni pode recuperar prestígio de técnicos do Brasil
Foto: Divulgação/EC Bahia

A má fase dos técnicos brasileiros cruzou fronteiras e chegou à América do Sul. Levantamento do Bolavip Brasil descobriu que o número de treinadores nascidos no país envolvidos na disputa da fase de grupos da Libertadores, principal competição do continente, é o menor no século. São apenas três, todos eles à frente de equipes brasileiras. Rogério Ceni, do Bahia, que venceu o Nacional (URU) na última quarta-feira (9/4) por 1 a 0, é um dos que podem resgatar o prestígio dos treinadores nacionais no continente.

O número de técnicos brasileiros é cinco vezes menor do que o que representa a quantidade de treinadores argentinos na competição sul-americana: 16, incluindo os dois treinadores nascidos na Argentina à frente de times brasileiros: Juan Pablo Vojvoda, do Fortaleza, e Luis Zubeldía, do São Paulo.

Menos espaço nos países vizinhos

Além de Rogério Ceni, Filipe Luís, à frente do Flamengo, e Roger Machado, treinador do Internacional, são os únicos que podem melhorar a imagem dos técnicos do Brasil junto aos principais clubes dos países vizinhos.

Não há brasileiros comandando times estrangeiros na Libertadores deste ano. Último brasileiro a treinar equipe de outro país na competição foi Paulo Autuori, à frente do Sporting Cristal, do Peru, na edição de 2023.

A presença de técnicos brasileiros em equipes de primeira linha de países sul-americanos nunca foi muito grande, mas se tornou ainda mais escassa. No começo do século, em 2003, o Brasil chegou a ter dois treinadores à frente de equipes estrangeiras na Libertadores.

Brasileiros treinam times chileno e uruguaio na Sul-Americana

Além do trio que disputa a Libertadores, dois brasileiros treinam equipes estrangeiras na Sul-Americana deste ano. Tiago Nunes, velho conhecido da torcida brasileira, com passagens por Athletico, Corinthians, Grêmio, Ceará e Botafogo, está à frente da Universidad Católica, do Chile.

Já o Boston River, do Uruguai, é treinado por Jadson Viera, ex-zagueiro nascido no Rio Grande do Sul, mas que fez praticamente toda carreira no futebol uruguaio. Na época de jogador, o único clube brasileiro que defendeu foi o Vasco, em 2010.

São mais treinadores brasileiros na Sul-Americana do que na Libertadores deste ano: seis, contra três.

Para cada técnico brasileiro nas competições, há três argentinos

Disputar competições continentais é um sinal de prestígio para times e seus treinadores. Com nove técnicos envolvidos na disputa da Libertadores e na Sul-Americana, o futebol brasileiro tem menos treinadores nos dois torneios do que equipes participantes: 14.

Numa comparação com o futebol argentino, são 28 treinadores nascidos na Argentina sonhando com o título continental, seja na Libertadores, seja na Sul-Americana.

Isso significa que, para cada treinador brasileiro nas competições, são três argentinos. A maior parte está treinando equipes de fora da Argentina, uma vez que o futebol argentino conta com 12 equipes envolvidas com as duas competições internacionais.

Foto: Bola Vip

Deixe seu comentário

Autor(a)

Redação Futebol Baiano

Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com