Dureza. Primeira derrota em casa na Libertadores - por Erick Cerqueira

Dureza. Primeira derrota em casa na Libertadores – por Erick Cerqueira

Bahia perde de virada mas segue líder e só depende dele na Liberta!

Dureza. Primeira derrota em casa na Libertadores – por Erick Cerqueira
Fotos: Rafael Rodrigues/EC Bahia

Fala, seus líderes retados! Que diabos aconteceu com o time nesse jogo? Do nada, voltamos a ser aquele time cabaço de 2024, que, mesmo vencendo a partida, se lançava pra frente de qualquer jeito e cedia contra-ataques! Cadê aquele time que a gente se acostumou a ouvir: “é um time maduro na Libertadores”? Simplesmente não veio a campo.

O Bahia chegou para o jogo contra o Nacional do Uruguai com a missão de se garantir nas oitavas de final da maior competição do continente. E nós, torcedores, tínhamos toda a liberdade pra pensar em favoritismo diante de um time que vencemos lá fora. Ledo engano.

Se o Nacional foi o time que nos deu o primeiro triunfo na Libertadores fora do Brasil, eles se vingaram e nos apresentaram a primeira derrota na competição — em nossa casa.

Mas o jogo não começou ruim pra gente, não. Ele só piorou quando fizemos o gol. Vai entender…

Everton Ribeiro cobrou o escanteio e Erick cabeceou pra fora.

Caio Alexandre deu um passe perfeito, Pulga veio como um raio pro meio, abriu e chutou forte, mas o zagueiro chegou pra colocar pra fora.

Os uruguaios responderam com um chutaço que explodiu em Marcos Felipe.

Everton Ribeiro enfiou a bola pra Pulga, sozinho, mas ele se atrapalhou no domínio e perdeu pro goleiro.

Erick cruzou, William cabeceou no canto, mas o goleiro tirou.

Vira o lado

O Bahia voltou a campo pra definir. Caio tocou pra William, que, de primeira, deixou Jean Lucas sozinho pra fazer o gol. 1×0

Pulga se animou, disparou, deu uma tabaca no lateral, foi no fundo e chutou cruzado, mas nas mãos do goleiro.

No contra-ataque, escanteio pros caras. Na cobrança, deixaram o atacante sozinho na marca do pênalti. Eram 9 Tricolores contra 6 adversários. 1×1.

Aí bateu um desespero que eu não tinha visto no Bahia de 2025. Ceni mudou o lado, deixou o lateral direito mais preso e liberou o esquerdo.

Inaugurou-se a Avenida Luciano Juba na Fonte Nova. Aliás, Juba fez a pior partida dele pelo Bahia nessa noite. Atrasou de peito errado pra o goleiro, a sorte foi que Marcos Felipe tava ligado no lance e salvou.

Ali, amigo, com aqueles 20 minutos do segundo tempo, o cenário já era ruim. E Ceni parecia deitado em berço esplêndido. Só esperando tomar a virada pra mudar.

O time se lançava ao ataque como se estivesse jogando contra os times do Campeonato Baiano. Um desespero inexplicável e ninguém avisava ninguém que era Libertadores da América. Num vacilo desses, perdeu a bola no ataque e tomou um contra-ataque de manual. O atacante ainda deixou David Duarte e Marcos de bunda no chão. Um golaço pra virada deles. 1×2.

Ceni se mexe e coloca Michel Araujo. Aí foi a famosa crônica de uma tragédia anunciada. No primeiro lance do cara, ele domina errado, entrega a paçoca e tomamos outro contra-ataque — de novo pela Av. Luciano Juba (ele nem aparece no vídeo). Mingo tenta voltar desesperado, Caio Alexandre refuga e não vai no outro atacante, tentando deixar o cara em posição de impedimento, mas não consegue. Mingo ainda tenta chegar no ponta, mas o miserável passou uma quinta aos 86 minutos que, pqp… No cruzamento, tinham 4 deles contra 3 nossos, e o 4º chegou limpo, sem marcação, pra fechar o placar. 1×3. E com justiça.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Derrota dura, inesperada, de virada, em casa, com requintes de crueldade. Mas ainda dormiremos líderes e seguimos dependendo somente de nós mesmos pra alcançar a tão sonhada classificação. Ainda dá! Mas tem de voltar a jogar no modo Libertadores e não, no do Baianão…

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Autor(a)

Erick Cerqueira

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva e Publicitário. Twitter: @ericksc_



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