Afastado do cargo de presidente da CBF, após decisão do desembargador Gabriel Zefiro, da Justiça do Rio de Janeiro, Ednaldo Rodrigues recorreu ao STF para tentar retornar ao posto. Na noite desta quinta-feira, ele pediu que a decisão seja anulada. O pedido foi feito na ação que julga a legitimidade do Ministério Público de celebrar acordos com entidades esportivas.
Na petição, Ednaldo pede também que o estatuto da CBF seja cumprido, caso o afastamento seja mantido. Nele, diz que o vice-presidente mais idoso deve assumir o poder em caso de vacância na presidência. Assim, segundo o documento, Hélio Menezes assumiria o posto.
Reeleito recentemente, Ednaldo viu a oposição se articular, com pedidos de afastamento, após vazamento de documentos e ações na Justiça. O problema seria uma assinatura no acordo que, antes, tinha resolvido o questionamento sobre a eleição de Ednaldo, em 2022.
A suspeita recaiu sobre a condição de saúde do Coronel Nunes, um dos ex-dirigentes da CBF que assinou o documento em janeiro deste ano. Mesmo sem confirmar se houve ou não a falsificação, o desembargador responsável pelo caso decretou nulo o acordo assinado pelo Coronel Nunes e os outros dirigentes da CBF.
“A robustez dos indícios trazidos aos autos leva à inarredável conclusão acerca de um fato, até mesmo óbvio: há muito o Coronel Nunes não tem condições de expressar de forma consciente sua vontade. Seus atos são guiados. Não emanam da sua vontade livre e consciente”, escreveu o Zefiro na decisão de hoje.

