Novo executivo do Esporte Clube Vitória, Gustavo Vieira estava há sete anos longe dos holofotes, desde a sua passagem de apenas dois meses pelo Santos. Questionado sobre o período sem exercer a função de diretor de futebol, ele garantiu ser um dirigente que trabalha de forma discreta e que viveu diversas experiências no mercado da bola.
“A pergunta correta é como eu transitei no futebol de forma discreta. Não fiquei parado. Quem pisa no futebol não tem ausência, descanso. Tenho uma trajetória profissional desde sempre. Me fiz profissional como advogado, trabalhei em dois clubes, prestei consultoria. O mercado de clubes se ampliou, de aquisição como empresa, dando assessoria a quem comprava e a quem vendia”.
“No fundo, eu entendi que, na construção profissional, a gente se manter sob o mesmo aspecto de contribuição a gente fica limitado. Aquelas experiências podem bater no teto. Queria viver experiências que me agregassem. Eu estava em um cargo acima do executivo. Entender o processo era importante. No futebol eu sempre estive. Fui e sou discreto. E o mercado não é só de jogadores”.
“Sem dúvida que, como disse, a experiência é importante. Ter vivido o universo, ambiente semelhante a esse que vou enfrentar no Vitória, agrega na capacidade de atribuir. Assim como conhecimento que eu tenho. Sempre quis estar onde quis estar. Na medida em que Fábio vai liderando essa dimensão potente de Vitória, nossas vidas se cruzaram, e houve possibilidade de estar aqui, pela dimensão de Vitória, projeto que Fábio já me contava da trajetória de Série C em diante. O Vitória tem ciclo de crescimento que descobrirá daqui a pouco. Lá na frente vamos dar valor”.
“Estou o tempo todo no meio dos dirigentes, conheço muitos. Esse ambiente não é mistério, as pessoas se conhecem. Futebol é interior com 100 pessoas, todo mundo rodando na praça. Todo mundo se conhece. Todo mundo sabe quem é quem”.

