A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou o processo para inserir o fair play financeiro no futebol brasileiro. O presidente Samir Xaud assinou a resolução para a criação de grupo que vai trabalhar na implementação regra. A informação foi divulgada primeiro pelo UOL.
Ricardo Paulo, vice-presidente da CBF, é o principal nome deste novo grupo, que terá como prioridade a responsabilidade fiscal dos clubes brasileiros, por meio do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF).
“Este grupo de trabalho será formado por representantes da CBF, federações estaduais, clubes das Séries A e B, além de especialistas em finanças, governança e direitos esportivos. Queremos um debate plural e técnico que reflita a realidade do nosso futebol”, disse Samir Xaud.
Os clubes já foram notificados sobre a criação do grupo e terão alguns dias para se manifestarem. A implementação do flair-play financeiro era o desejo de alguns clubes, entre eles Palmeiras e Flamengo, mais estabilizados. O presidente Fábio Mota, do Vitória, também defende a implementação da regra.
Veja a nota oficial da CBF
“Em mais uma decisão que marca o compromisso com a modernização urgente do futebol brasileiro, o presidente da CBF, Samir Xaud, assinou nesta segunda-feira (9) uma resolução que institui um grupo de trabalho voltado à criação de um modelo de fair-play financeiro para os clubes do País.
A medida simboliza uma ação clara na cultura de gestão do futebol nacional: colocar fim a décadas de desorganização financeira com base em dois pilares inegociáveis — transparência e respeito ao diálogo.
A nova CBF se compromete com uma política de portas abertas, onde decisões estratégicas não são tomadas à sombra, mas à luz do debate público e da escuta ativa de todos os envolvidos.
A criação desse grupo de trabalho não é apenas uma formalidade — é um gesto concreto.
Transparência, neste novo momento, não se resume a relatórios ou discursos. É compromisso com processos claros, com prestação de contas e com a disposição de encarar problemas históricos com a seriedade que eles exigem. Ao estabelecer o diálogo como método e a transparência como valor, o presidente Samir Xaud sinaliza que quer mais que modernizar: quer reconstruir a confiança no futebol brasileiro.”

