Convocado pelo técnico Carlo Acelotti para os últimos jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo, o volante Jean concedeu entrevista à CBF TV, e se declarou ao Esporte Clube Bahia, afirmando ser “eternamente grato” por tudo que o clube fez por ele. O jogador também agradeceu ao técnico Rogério Ceni.
“O Bahia abriu as portas para mim no ano passado. Conversei com o professor Rogério Ceni antes de ir e ele falou que eu ia ajudar muito e fazer muitos gols com ele, e ele disse que iria me ajudar também e que iam montar um elenco para brigar no Campeonato Brasileiro. Tenho uma eterna gratidão ao Bahia, obrigado por tudo. Vou ser eternamente grato por tudo que o Bahia fez e faz por mim. Se hoje cheguei aqui, foi por conta do Bahia”, afirmou Jean Lucas.
Jean Lucas também comentou a boa relação que tem com a torcida do Bahia. “O ‘aqui é bicho’ quer dizer que eu deixo tudo dentro de campo, deixo minha vida dentro de campo pelo Bahia e pela torcida. Dentro da Fonte Nova, é difícil ganhar (da gente). Eu falo que ‘aqui é bicho’ pelo fato de ser difícil (os adversários) irem lá e conseguirem ganhar. Tem também o “né segredo”, que é daqui do Rio (de Janeiro) mesmo, e a “setinha para cima”, que é do vídeo game, quando a gente está bem. São coisas que a torcida está gostando bastante” completou Jean”.
Sobre a Seleção Brasileira, Jean Lucas exaltou o italiano Carlo Ancelotti. “Nem nos meus melhores sonhos eu ia imaginar isso. Para mim, ele é o maior treinador da história, que conquistou grandes coisas e treinou o melhor clube do mundo. É uma honra estar aqui tendo essa experiência com ele, já tive o primeiro contato hoje. Ele conversou comigo, me perguntou como eu estava. Só tenho a aprender e crescer com ele. É um excelente treinador e acho que vai me ajudar muito”, disse o camisa 6.
“Passei bastante dificuldade, meu pai trabalhava de muitas coisas, hoje zoo que ele era um faz tudo. Ele estava disposto a trabalhar com qualquer coisinha para realizar o meu sonho de ser jogador de futebol. Na época eu estava no Nova Iguaçu e tinha um cara que me pegava em Campo Grande, me levava para Nova Iguaçu e tínhamos que pagar R$ 150 por mês. Na maioria das vezes, meu pai não tinha dinheiro, ficava devendo e deixava para depois, aí eu falei: ‘Deixa, a gente vai se virar aqui, eu vou sozinho'”, completou Jean Lucas.

