O duelo deste domingo, na Arena Fonte Nova, vai marcar o reencontro do Bahia com o técnico Vagner Mancini, que fez história no rival Vitória, mas também acumulou polêmicas, a principal delas o clássico Ba-Vi de 2018, em que ele acabou suspenso por cinco jogos pelo TJD-BA, que entendeu que ele orientou o time a forçar a sexta expulsão para encerrar o jogo.
O clássico Ba-Vi do dia 18 de fevereiro de 2018, que era para ser lembrado como o clássico da Paz, entrou na história do futebol brasileiro como motivo de vergonha. Ficou marcado por uma briga generalizada e um fim precoce, depois da comemoração de Vina, que gerou uma enorme confusão, com muitas expulsões.
O jogo foi interrompido aos 34 minutos do segundo tempo pela quinta expulsão do Vitória. Um vídeo mostrou o momento em que Vagner Mancini chama o zagueiro Ramon para passar uma orientação. Especialistas em leitura labial, na época, afirmaram que ele pediu para avisar ao Bruno Bispo para forçar a expulsão.
Mancini estava livre no mercado após deixar o comando do Goiás. O treinador disputou a Série A pela última vez na temporada passada, quando defendeu o Atlético-GO por seis partidas.
Mancini teve quatro passagens pelo Vitória, a primeira em 2008, quando chegou para substituir Vadão e conquistou o Campeonato Baiano de 2008. No ano seguinte, deixou o clube aceitando um convite do Santos em fevereiro de 2009, no entanto, meses depois acabou demitido e retornou ao Vitória em agosto após a demissão de Paulo César Carpegiani.
A terceira passagem foi em 2015, contratado com a missão de levar o time de volta à Série A, e conquistou o acesso com uma excelente campanha. Em 2016, conquistou o título baiano, mas em setembro foi demitido após uma derrota por 2 a 1 para o Flamengo pela Série A.
A quarta passagem iniciou em 2017, com missão de tentar evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, objetivo alcançado. Em julho de 2018 foi demitido do Vitória após uma goleada sofrida diante do Atlético PR por 4 x 0 na Arena da Baixada. Depois, passou por São Paulo como coordenador técnico e ficou um período como treinador, além de Atlético-MG, Corinthians, América-MG, Grêmio, Ceará, Atlético-GO e Goiás.

