Vitória em 2025: eliminações precoces, sofrimento e no fim, o alívio

Vitória em 2025: eliminações precoces, sofrimento e no fim, o alívio

O Rubro-Negro teve um ano sofrido, mas que terminou com a permanência na Série A.

Vitória em 2025: eliminações precoces, sofrimento e no fim, o alívio
Fotos: Divulgação/EC Vitória

A temporada de 2025 para o Esporte Clube Vitória ficou marcada por invencibilidade histórica, eliminações precoces, muito sofrimento ao torcedor e, mas no fim, o alívio com a permanência na Série A. Como terminou 2024 garantindo vaga na Sul-Americana, o Leão optou pela permanência do técnico Thiago Carpini, trazendo peças que já trabalharam com o treinador em outros clubes.

O início do ano para os rubro-negros foi até animador, com uma invencibilidade histórica de 22 jogos, iniciada na temporada anterior, trazendo uma impressão de que o ano de 2025 pudesse ser de alegrias. Wellington Rato foi o principal reforço do início de temporada. Por outro lado, saíram peças importantes, como Wagner Leonardo, Lucas Esteves e Alerrandro.

A primeira decepção do Vitória em 2025 foi justamente na sua primeira derrota, que não apenas quebrou a invencibilidade de 22 partidas, como também eliminou o Leão na 2ª fase da Copa do Brasil, ao perder para o Náutico, por 2 a 0, dentro do Estádio Manoel Barradas.

No Campeonato Baiano, o Vitória foi líder na primeira fase, com o direito de decidir o segundo jogo em casa e estava em busca do bicampeonato. No entanto, no jogo de ida, tomou 2 a 0 do Bahia na Arena Fonte Nova, placar que poderia ter sido mais largo, se não fossem os gols perdidos pelo rival. Na volta, no Barradão, o Rubro-Negro foi superior, fez 1 a 0, criou chances para fazer o segundo e levar para os pênaltis, mas Kayky marcou nos acréscimos e decretou o título do Bahia. No primeiro Ba-Vi da Série A, o Leão também perdeu por 2 a 1 na Fonte Nova, jogando com um a mais quase todo o jogo.

Na Sul-Americana, o presidente Fábio Mota projetava chegar na final e até sonhava com um inédito título internacional, criando uma grande expectativa no torcedor. Na última rodada da fase de grupos, precisava de um simples empate para se classificar aos playoffs, e mesmo jogando com um a mais, perdeu por 1 a 0 para a Universidad Católica com falha bizarra do goleiro Lucas Arcanjo.

Com a eliminação na Sul-Americana, Fábio Mota se mexeu, e buscou a contratação do diretor de futebol Gustavo Vieira. Com isso, Manoel Tanajura Neto, que havia sido promovido, retornou ao cargo de gerente de futebol. O dirigente trouxe vários estrangeiros, mas apenas um deles se destacou: o espanhol Aitor Cantalapiedra. Das contratações, além de Aitor, terminaram o ano como titulares o lateral-esquerdo Ramon e o goleiro Thiago Couto.

O Vitória utilizou a pausa para a Copa do Mundo de Clubes para Thiago Carpini preparar o time e entrosar com os novos reforços. No entanto, justamente no retorno dos jogos, o Leão teve uma atuação apática e perdeu para o Confiança por 1 a 0 dentro do Barradão, caindo nas quartas de final da Copa do Nordeste. O Leão viu o time sergipano chegou à final e tomar duas goleadas do Bahia, que conquistou o pentacampeonato e se isolou como maior campeão do torneio.

Carpini não resistiu à mais um vexame e foi demitido. Para o seu lugar, chegou Fábio Carille, experiente treinador, campeão brasileiro pelo Corinthians. Conhecido por montar times com defesas sólidas, Carille não conseguiu fazer o Vitória jogar. Foram três empates doloridos por 2 a 2, contra Sport, Palmeiras e Juventude. E em seguida, um vexame de 8 a 0 diante do Flamengo, maior goleada da história dos pontos corridos.

Carille não resistiu ao massacre, e foi demitido. O Vitória, então, surpreendeu ao optar por apostar em uma solução caseira. Rodrigo Chagas, ídolo do clube, assumiu o posto, mas durou apenas três rodadas, foi conduzido ao posto de auxiliar. A última cartada do Vitória foi Jair Ventura, técnico conhecido por salvar equipes do rebaixamento.

No início do trabalho, o Vitória ainda teve oscilações, mas depois arrancou rumo à uma recuperação impressionante, venceu o Bahia por 2 a 1 no Ba-Vi disputado no Barradão, venceu o Santos pela primeira vez na história dentro da Vila Belmiro, conseguiu outros resultados importantes, como o empate diante do Palmeiras, no Allianz.

O Leão, que já era dado como rebaixado por muitos, venceu sete dos 14 jogos sob o comando de Ventura, além de dois empates. O Rubro-Negro chegou na última rodada dependendo de uma combinação de resultados, e conseguiu escapar vencendo o São Paulo por 1 a 0 no Barradão, e contando com tropeços de Ceará e Fortaleza, que caíram juntos com Juventude e Sport.

A permanência na Série A deu um alívio ao torcedor e principalmente ao presidente Fábio Mota, que dias depois, foi reeleito para mais um triênio à frente do Vitória, com mais de 80% dos votos, vencendo o ex-jogador Marcone Amaral. Mas o grande diferencial do Leão foi sua torcida, mais uma vez. Mesmo nos momentos difíceis, não deixou de apoiar, lotou o estádio, compareceu ao aeroporto para o famoso ‘AeroNego’, para treinos abertos. A torcida rubro-negra, sem dúvidas o 12º jogador do time na temporada.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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