O Esporte Clube Vitória não começou bem o Campeonato Baiano. Nos dois primeiros jogos, ficou no a 0 a 0 com o Atlético de Alagoinhas, no Barradão, e o Jacuipense, em Pituaçu. Apesar disso, o técnico Rodrigo Chagas afirmou que o planejamento será mantido com a utilização do time alternativo na competição, mas agora reforçado com os garotos da Copinha.
“Até então não [terá mudanças], nosso grupo é esse. Há de se fortalecer com a garotada da Copinha, mas espero que eles passem, que continuem lá e eu fique quebrando minha cabeça aqui. Tentar buscar as melhores opções, trocas que a gente pode ter no jogo. A saída do Lawan no primeiro tempo prejudicou muito nossa equipe, passamos a não ter 9 de referência. Improvisamos o Lohan, perdemos profundidade e ficamos em um jogo mais de aproximação. Depois, o Eduardo cansou, puxamos Lohan para trás, colocamos Pablo de centroavante e [Luis] Miguel para ter velocidade no meio-espaço. A entrada de Kike incendiou, tivemos o controle do jogo. O resultado positivo não veio, mas é ter paciência para evoluir e conquistar a vitória na próxima partida”.
O Vitória chegou a dois pontos no Campeonato Baiano e pode sair do G-4 no complemento da segunda rodada. De positivo o treinador exaltou a entrada do atacante Kike Saverio no segundo tempo. O jogador melhorou a produção ofensiva, quase balançou as redes e foi destaque.
“O objetivo do trabalho é que Jair [Ventura, técnico] possa observar os atletas para que possa aproveitar se tiver necessidade. Kike entrou duas partidas ano passado e não foi bem, então a torcida precisa conhecer o jogador. Foi totalmente positiva a entrada do Kike, mudou nossa forma de jogar, passamos a ter profundidade, jogador de velocidade. O gol não saiu, mas é ter paciência, trabalhar e observar. Os atletas sabem que estão sendo observados e podem ser aproveitados se tiver necessidade”, disse Rodrigo Chagas.
Chagas não vê problema em trabalhar com o mesmo esquema de Jair Ventura. “Há necessidade de trabalhar conforme a equipe principal. Nessa hora não posso pensar no Rodrigo. No último jogo tivemos a necessidade, saímos da estrutura de três zagueiros. A ideia é manter o trabalho diante do que está sendo feito no principal para que o jogador não tenha dúvida do que fazer quando for necessitado”.

