Orquestra Sinfônica do Baêa! por Erick Cerqueira

Orquestra Sinfônica do Baêa! por Erick Cerqueira

Bahia goleia Barcelona na estreia do Esquadrão Prime. Jogando por música.

Orquestra Sinfônica do Baêa! por Erick Cerqueira

Fala, Nação Tricolor! Que Bahia é esse? Que espetáculo foi assistir a esse jogo. E olha que cheguei atrasado, na hora em que o juiz apitou, e perdi o show de luzes da Fonte. Mas hoje vamos falar de música. Porque não foi uma partida de futebol, com goleada de 5×2 sobre o vice colocado do Campeonato Baiano. Foi um concerto musical.

O Bahia não é só um time de futebol: é uma orquestra sinfônica em cima de um trio elétrico. Talento, inspiração, transpiração, entrosamento, boa condução e emoção.

A maestria de Everton Ribeiro

E, desafiando a matemática fria dos números, vamos começar pelo 10. Que noite de Everton Ribeiro! Um maestro desfilando em campo, de fraque, regendo o time com calma e precisão. Ele enxerga o jogo como se fosse uma pauta musical. Toque refinado, inteligência. Ele melhora quem joga ao lado dele, como se dissesse: “o tom é esse, jovens”. E a ordem é entendida por todo mundo.

A base que sustenta a harmonia

Toda boa orquestra precisa de instrumentos de sustentação. E Ronaldo é o contrabaixo da orquestra: ninguém aplaude quando acerta, mas uma nota errada e o concerto quase vira vaia.

Nas laterais, Gilberto e Juba soam como trompetes, capazes de atacar com velocidade e também de recuar pra proteger a harmonia.

No centro da zaga, David Duarte e Mingo são os violoncelos. Firmes, atentos, essenciais para que o ritmo da orquestra flua sem medo. A segurança que dá à linha de frente, a sustentação necessária.

Ritmo no meio-campo

Mas uma sinfonia não é só melodia: tem de ter ritmo e pulso. E aqui entram nossos dois volantes: Caio Alexandre, o coração que mantém o compasso, dando vida, energia e marcação forte; e Jean Lucas, o pulmão que empurra a orquestra inteira, garantindo que ninguém perca o fôlego até o último minuto.

E na frente o bicho pega!

Nossos solistas rápidos, pelas pontas, seriam Pulga e Ademir. Como violinos velozes, capazes de arrancadas absurdas, improvisos e melodias inesperadas, deixando os marcadores da Onça desorientados o jogo todo. Aceleraram a partitura, criaram tensão e abriram os caminhos para o grand finale.

No papel de tuba, ocupando o centro do palco (e ainda pesado), Willian José. Que, mesmo destoando do resto da orquestra, sem ritmo e errando as notas no início, teve sua hora redentora nas redes do Barça.

Vorwärts, Bahia, scheißegal!

Foi como a Filarmônica de Berlim executando Eine kleine Nachtmusik, de Mozart: precisão absoluta, leveza no tempo certo e uma beleza que parece simples, mas é coisa de quem domina a arte.

Que o nosso Diretor Técnico, Ceni, consiga manter a Sinfonia Tricolor sempre afinada, do primeiro ao último acorde. Do início ao fim do ano. Em todos os palcos do Brasil e da América. Porque a avant-première foi digna de aplausos de pé. Bravíssimo!

 

 

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Autor(a)

Erick Cerqueira

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva e Publicitário. Twitter: @ericksc_



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