Bahia na Quarta de Cinzas e a mídia de quinta - por Erick Cerqueira




Bahia na Quarta de Cinzas e a mídia de quinta – por Erick Cerqueira

Bahia perde na estreia da Libertadores por 1x0

Bahia na Quarta de Cinzas e a mídia de quinta – por Erick Cerqueira

Fala, Nação Tricolor! Como bom folião raiz, cheguei na Quarta de Cinzas com a virose Panamêra (que aliás, é uma cópia imbecil de um hino latinoamericano da década de 1960). E, largado na cama, fui assistir o Bahia jogar de ressaca, pela Libertadores. Algo tão sofrível quanto a “versão” do clássico cubano.

O Tricolor foi ao Chile encarar o O’Higgins e entrou em campo naquela pegada de Chevette à álcool num dia de frio. Demorou muito pra ligar. Já os chilenos entraram na pegada Arrastão de Quarta de Cinzas na Barra. Os caras chegaram com perigo pela esquerda, mas Ronaldo fez grande defesa. E na segunda, foram fatais.

O camisa 24 driblou Juba no meio de campo, deixou Jean Lucas no chão, cortou Acevedo e me mandou um pombo sem asas na forquilha. Um golaço. 1×0.

O time baiano seguia dormindo sob o sol chileno e tomou outro susto, dessa vez, numa cabeçada de dentro da pequena área, que foi pra fora.

Ceni acorda

Rogério desenhou na prancheta com o francês de descobriu o óbvio: Caio Alexandre não pode ficar no banco pra ver Erick, perdido, em campo, jogar na função de Everton Ribeiro. Fez a alteração com 30 minutos e finalmente o Bahia deu a partida.

O time acorda, contém o ímpeto dos donos da casa e no segundo tempo domina as ações, mesmo sem muita efetividade. Mas foi muito pouco para reverter o resultado, lá. Deixando tudo pra resolver em casa, na frente da sua Torcida.

Entre o profissionalismo velho da Imprensa e o amadorismo rápido da opinião digital

Mas meu amigo. Pior que a apatia do Bahia em campo e a versão de Guantanamera, foi a reação da galera do microfone. E isso me chamou a atenção pra uma coisa: vivemos um momento de transição complicada. E como passei o dia doente, assisti de tudo.

De um lado, velhos jornalistas e radialistas esportivos da era do rádio. e do outro jovens torcedores que apontaram uma câmera pra cara e viraram youtubers. Os mais velhos ainda não entenderam bem a transição da tecnologia, os avanços do futebol moderno, ainda falam estão naquela pegada: “no meu tempo jogava 3x por semana e não tinha essa frescura de CK, minutagem, rodízio”.

E os mais jovens ainda não tem experiência para falar sobre futebol. Falta conteúdo na maioria dos canais. Na grande maioria é papo de Torcedor apaixonado e bêbado, que quando perde grita “Fora Ceni” e quando ganha “não fez mais que a obrigação”. Os canais dão vozes ao que os grupos de whatsapp falam. Sem muito critério, com conhecimento raso sobre futebol, táticas, gestão de elenco… é muita opinião pra pouca informação. Os instagramers, então… só servem pra virar react da torcida adversária. E como eu quero que isso mude. De verdade.

Precisamos “Marchar separados, golpear juntos”

Claro que tem muita gente boa dos dois lados. Mas a mediocridade assusta. E como precisamos que essa galera do microfone daqui broque em alta, com conteúdo de qualidade. A gente precisa parar de ver coisas absurdas que vem do Sul/ Sudeste de uma vez.

O GE postou 2 matérias sobre as derrotas de Botafogo e Bahia pela Libertadores pelo mesmo placar: “Bota perde na altitude, mas é favorito para avançar na Libertadores” e logo abaixo “Início desastroso no Chile coloca classificação em risco”;

O Bahia perdeu a primeira partida no ano, foram 7 triunfos e 3 empates, antes da viagem pro Chile e segue como um dos clubes mais bem administrados do país. Já o Botafogo teve a sua 6ª derrota consecutiva, deve 1,5 bilhão e se prepara pra um novo pedido de recuperação judicial (faliu). Ambos SAFs.

Vamos estudar, meu povo. A gente precisa de uma imprensa baiana forte como as mulheres de Guantánamo pra combater quem sempre tratou a gente como meras Panamêras…

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Torcedores, calma! Quarta a gente vira esse tropeço no Chile.

Mas queria propor uma parada pro Bahia e pra imprensa. O clube que está formando Divisões de Base com o “Bora Baêa Meu Bairro”, podia criar uns seminários de qualificação pra galera da imprensa e youtubers, também. Tem muita gente com potencial mas ainda sem grana pra se especializar. Todo mundo sairia ganhando. Fica a dica.

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Autor(a)

Erick Cerqueira

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva e Publicitário. Twitter: @ericksc_



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