Nesta quinta-feira, o Esporte Clube Vitória apresentou oficialmente o atacante Anderson Pato, de 23 anos, que se destacou pela Juazeirense no Campeonato Baiano. O jogador, que assinou contrato até 2027, não escondeu a emoção ao ser apresentado no clube do coração, e afirmou que está realizando um sonho de criança.
“Agradecer a Deus por tudo. Sem ele não somos nada. Estou muito feliz, é um sonho de criança, sonho de minha família e minha mãe. Eu prometi para ela que ia ser jogador profissional. Ela não está mais aqui, mas estou honrando o nome dela. Estou muito feliz, de coração, um time que torço desde pequeno e hoje estou aqui para ajudar da melhor forma”.
“Prometi à minha esposa no dia que saí de casa: “Vou fazer avaliação, mas juro que vou mudar a vida da minha família”. Deus me honrou e consegui. Agradeço à Juazeirense pela oportunidade. De lá, me destaquei. Graças a Deus estou aqui, defendendo o clube do meu coração. Como eu era focado, agora sou mais, trabalhar mais. Sei que preciso melhorar muito, mas vou melhorar muito o que falta. Estou muito feliz de estar defendendo o clube do meu coração, que seja uma temporada de vitórias e conquistas”, garantiu Anderson Pato.
“Tinham uns times querendo. Tive sondagem do Fortaleza, ABC, Londrina e Vitória. Meu empresário perguntou qual era pra eu escolher. Eu escolhi o Vitória, porque é um time que eu torço, que sempre sonhei em jogar. Escolhi o Vitória, foi minha opção e da minha família. Estou muito feliz de estar aqui defendendo esse clube maravilhoso”.
Antes mesmo de jogar na várzea, o atacante teve vida difícil desde a infância, lembrança que o fez chorar ainda mais durante a entrevista, principalmente por causa da falecida mãe.
“O lado humano é que às vezes eu falava com minha mãe que ia jogar bola, tinha vezes que ela não deixava, porque eu era muito pequeno, e várias vezes saía para jogar, pedia chuteira, e ela e meu pai não tinham condição de me dar chuteira. Muitos amigos me ajudaram, emprestaram chuteira. Nunca passei fome, mas tive dificuldade na vida – lembrou Pato, antes de falar sobre a parte mais difícil”.
“Em casa, às vezes chovia, e a ‘pingueira’ caía na cama. Dormia eu, você [mãe] e minha irmã. A gente tinha que sair porque molhava. E minha mãe saía, eu era criança. Eu falava: “Não saia, minha mãe. Fique aí que vou sair”. Sou de família simples e humilde, que sempre acreditou em mim. Quero dizer que minha mãe está muito orgulhosa, estou realizando o sonho dela”, iniciou.
“Em meados de 2020, fui para Santa Catarina, fui trabalhar com 16 anos, trabalhei como ajudante de pedreiro. Trabalhamos em várias coisas porque eu queria ter dinheiro. Nunca gostei de nada errado. Todo mundo lá no bairro me abraça, gosta de mim, sabe que sou humilde, focado. Voltei para Salvador, comecei a chorar, graças a Deus, Deus honrou e cheguei até aqui. Não desista do seu sonho. Trabalhe que vai dar certo”, completou.




