O Esporte Clube Bahia chegou para a final do Campeonato Baiano muito pressionado por conta da eliminação na Pré-Libertadores para o O’Higgins, e conquistou o título vencendo o Vitória por 2 a 1 de virada na Fonte Nova. Em entrevista, o técnico Rogério Ceni frisou que o Estadual vale muito para quem perde, por conta da rivalidade.
“Tenho a felicidade de trabalhar com caras que entendem o todo que é feito, temos 16 jogos com 12 triunfos, três empates e uma mísera derrota que nos tirou a competição mais importante, que nos corrói, mas a gente tem que prosseguir. É uma pressão extra que traz, se perde o Baiano o treinador tem que ir embora, tem que contratar jogador. Se ganha é só mais um. Para quem perde o Baiano vale muito, para quem ganha é só um Baiano”.
“O estadual vale muito por causa da rivalidade, mas vai gerar pressão sempre. A não ser que você jogue com sub-20. Um dia, se tivermos Libertadores direta, consecutiva, quem sabe a gente aproveite o Baiano para surgir um David Martins, Um Kauê, um Ruan Pablo e deixar que eles joguem esses jogos grandes porque aí o amadurecimento vai acontecer mais rápido”.
Ceni frisou que a ideia era jogar a semifinal e final do Campeonato Baiano com um time alternativo, mas foi necessário colocar o principal após a eliminação na Pré-Libertadores, que acabou tirando o calendário internacional.
“Foi importante jogar com time principal alguns jogos. Lamentação e tristeza é não atingir o objetivo na Libertadores. Nossa programação era jogar hoje com um segundo time. Infelizmente não aconteceu. Tem que encarar de frente as dificuldades da carreira”.

