Um dos maiores centroavantes do futebol brasileiro e titular em duas Copas do Mundo pela seleção, Careca analisou o momento de escassez de camisas 9 para representar a Amarelinha. Há muitos anos que essa dúvida não é tão latente quanto atualmente.
Em entrevista exclusiva ao Bolavip Brasil, o ex-jogador comentou quais são as melhores opções para o técnico Carlo Ancelotti e lamentou a mudança no estilo de jogo dos centroavantes no futebol atual.
“Perdemos um pouco essa referência do centroavante número nove, aquele goleador de área. Talvez o Pedro, do Flamengo, seja um jogador que tem as características, que faz o pivô, pelo seu tamanho e altura. Gosto também do Endrick, que é um jogador canhoto, que sabe fazer as tabelas curtas e finaliza muito bem. Ele é potente, não é tão grande, mas se destaca bem. Ele queria ser titular do Real Madrid, mas com tanta gente lá, está emprestado, mas é um jogador com um talento enorme”, disse.
Careca ainda sugeriu uma solução para Ancelotti. Segundo ele, Neymar pode ser convocado e até mesmo atuar como referência no ataque.
“É muito difícil definir se vai ter um centroavante ali, talvez tenha um Neymar para flutuar no meio da zaga. Acredito que ainda está muito incerto”, explicou.
Favorito para o hexa?
Vivendo um momento oscilante, o Brasil não é visto como grande favorito ao hexacampeonato da Copa do Mundo. Mesmo assim, Careca acredita que a seleção sempre será temida em qualquer duelo.
“A Seleção sempre é favorita em uma Copa do Mundo. O mundo todo respeita. Precisa mudar a atitude, a maneira de se comportar. Creio que a chegada do Ancelotti, que é muito preparado, que une bastante o grupo, pode ajudar muito. Todo mundo quer jogar, mas é impossível jogar mais do que 11 e ele consegue preparar bem o elenco para deixar todo mundo preparado. Os melhores do momento é que têm que jogar, não é porque ele conhece um ou outro, porque é amiguinho. Já perdemos o Rodrygo, mas ainda temos muito tempo. Acredito que podemos chegar à final”, destacou.
Careca somou 29 gols oficiais em 63 partidas pela Seleção Brasileira principal entre 1982 e 1993. Ele esteve nos Mundiais de 1986 e 1990 e marcou sete gols em nove jogos.

