O duelo entre Mirassol e Bahia, neste sábado, no Estádio José Maria de Campos Maia, foi marcado por polêmicas de arbitragem e muita confusão. Após o apito final, o árbitro Paulo César Zanovelli ficou no gramado por cerca de 35 minutos, sendo escoltado por 13 policiais. O Tricolor venceu de virada por 2 a 1, fora de casa.
O juiz deixou o gramado sob xingamentos de torcedores que esperaram próximo à entrada do túnel. De acordo com o ge.globo, o vice-presidente do clube, Juninho Antunes, e o executivo Paulinho também estavam no local, demonstrando bastante revolta e fazendo ligações no celular.
O Mirassol reclama do lance do segundo gol do Bahia, aos 43 minutos do segundo tempo. Gilberto faz uma carga nas costas de Negueba, que caiu no gramado. O árbitro não viu falta e não foi acionado pelo VAR, liderado por Wagner Reway.
Após isso, o jogo ficou paralisado por dez minutos, enquanto o Mirassol se recusava a dar a saída de bola. O técnico Rafael Guanaes, o meia Eduardo (no banco de reservas) e um integrante da comissão do Leão receberam cartão vermelho por reclamação. O lateral-esquerdo Reinaldo, que estava no banco, pedia aos companheiros que abandonassem o gramado.
O zagueiro do Mirassol, João Victor, falou que o “árbitro pediu para que os jogadores fossem chorar no vestiário”. “É vergonhoso. Toda vez a arbitragem vem aqui e faz alguma coisa, só que os protagonistas somos nós. Também paramos o jogo porque na carga do Ademir ele deu pênalti, e na do Negueba ele não deu nada. E no fim ele (árbitro) ainda disse para irmos chorar no vestiário”, desabafou.

