Nesta quinta-feira, aconteceu o julgamento de Jair Ventura, Fábio Mota e Erick pelas críticas à arbitragem após o jogo contra o Athletico-PR, disputado no dia 26 deste mês, em jogo válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O treinador foi absolvido pela 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), porém, o presidente e o atacante foram suspensos.
Os três foram enquadrados no artigo 258, parágrafo segundo, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), sobre “desrespeitar os membros da equipe de arbitragem ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões”. Erick pegou dois jogos de suspensão, enquanto Fábio Mota foi punido com gancho de 30 dias.
Vale lembrar que cabe recurso. Além disso, o Vitória deve entrar com um pedido de efeito suspensivo para ter o atacante contra o Coritiba, neste sábado, no Barradão. Erick disse que o Vitória foi “roubado de novo” após o jogo contra o Athletico-PR, se referindo a partida anterior, contra o Flamengo.
“Primeira vez que estou aqui, tenho mais de 300 jogos na carreira e nunca fui expulso. Depois do jogo contra o Athletico eu estava exaltado, no calor da partida, e acabei falando que nossa equipe foi roubada. Acho que fui infeliz na minha fala, não queria dizer que o árbitro é ladrão nem nada. Apenas queria dizer que minha equipe foi prejudicada”, disse Erick durante o julgamento.
No julgamento, Jair Ventura explicou a fase “tudo vai acabar em pizza” e disse que não desrespeitou a arbitragem. “Nunca estive aqui. São dez anos de carreira, dez clubes, 414 jogos. Tenho duas expulsões. Sobre o que eu estou sendo julgado, por desrespeito, nunca estive aqui. Usei o “acabar em pizza”, que é um jargão popular. A comissão de arbitragem falou para a gente que tiveram erros nos dois jogos. Eles reconheceram que houve erros nos dois jogos. Se eles reconhecem o erro e não tem consequência administrativa, isso não termina em pizza? Então foi isso que eu falei. Reconheceram os erros e nada foi feito. Os pontos não vão voltar, o jogador não vai ser suspenso. Eles reconheceram o erro, foi isso que eu quis dizer. Que os erros foram reconhecidos e nada foi feito. Eu não fui ofensivo, não teve desrespeito. Se reconhece o erro, tinha que ter feito alguma coisa. Foram três erros em cada jogo e não teve consequências. Acho que está muito claro o que eu quis dizer, mas em nenhum momento com desrespeito. A gente saiu prejudicado. Esses pontos não vão voltar. Times são rebaixados e perdem títulos por causa de um ponto”.
Fábio Mota também se defendeu no julgamento. “Falta de uniformização. As decisões tomadas nos jogos não são iguais mesmo com casos idênticos. O que foi pênalti no jogo do Athletico, em milhões de lances aqui no Brasil não é dado. Do jeito que está caminhando a Série A vai virar um campeonato do eixo, ano passado caíram três do Nordeste. Não tem uniformização. Essa é a grande verdade. […] Nós fomos prejudicados no jogo do Flamengo e fizemos a representação junto a CBF. Depois fomos prejudicados também contra o Athletico. Foram dois jogos seguidos. Contra o Athletico teve um pênalti que ele deu e ninguém daria. Um atleta nosso recebeu um pontapé que deveria ser para cartão vermelho. E outro atleta nosso recebeu uma entrada violenta e rompeu o tendão. Houve interferência nos resultado das partidas em virtude desses erros”, disse Fábio Mota durante o julgamento.
“A minha fala não foi desrespeitosa. O que estou fazendo é uma reivindicação. Não é fácil fazer futebol no Nordeste. Ver tudo acontecer de novo. Estou há quatro anos e meio no Vitória, nunca recebi denúncia. Mas quando você passa o que passou, você vê o que é difícil”, completou o presidente do Vitória.

