Bahia e Vitória se posicionaram em solidariedade ao presidente do Ceará, João Paulo Silva, e à família, que foram alvos de ameaças de torcedores do clube cearense. O dirigente relatou que sua filha recebeu durante a aula de artes uma caixa de chocolate com um artefato explosivo dentro, um buquê de flores e uma carta com ofensas e ameaças.
Ele afirmou que a filha sofreu um ataque de pânico após abrir o presente. “Hoje aconteceu algo que nunca imaginei que pudesse acontecer. Até onde a política suja foi capaz de chegar. Minha filha recebeu no curso de teatro um ‘presente’ com uma bomba e uma carta com ataques a mim. Ela teve um ataque de pânico”, escreveu.
“Esse [é] só mais um que se soma aos vários que já fizeram a mim e à minha família. Eu sou presidente do Ceará. Aguento as porradas, o meu cargo exige isso. Mas mexeram com inocentes. E isso tudo somente pelo poder. Essa covardia não pode ser considerada normal. Já estou tomando as devidas providências legais pra proteger a minha família e o Ceará Sporting Club”, afirmou.
Nas redes sociais, a dupla BaVi repudiou os atos de violência e intimidação sofridos pelo dirigente. “É inadmissível que o futebol ainda seja palco para práticas criminosas de qualquer natureza. O esporte deve ser um ambiente de respeito, convivência e segurança para todos”, escreveu o Bahia.
“O futebol é um ambiente de paixão, respeito e convivência. Não há qualquer espaço para atitudes de violência, intimidação ou ameaças, que atentam não apenas contra a integridade das pessoas, mas também contra os valores que o esporte representa”, publicou o clube.

