Bahia é Six. Ademir é Seven - por Erick Cerqueira




Bahia é Six. Ademir é Seven – por Erick Cerqueira

Tricolor abriu 4 pontos pro 7º e segue firme na recuperação.

Bahia é Six. Ademir é Seven – por Erick Cerqueira
Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

Fala, Nação Tricolor! Como estão passando essa crise do Bahia? De 6º colocado, com 4 pontos na frente do 7º e a mesma pontuação do 4º. Espero que todos estejam bem. Mas vamos falar do jogo contra o Atlético.

O Bahia entrou em campo com a mesma formação do jogo contra a Chapecoense. Talvez Ceni esteja usando o famoso: time que está ganhando não se muda.

Mas o Bahia mudou muito, diferente do início do ano. Sem os seus três novos reforços e sem os seus quatro principais jogadores da última temporada (Juba, Caio, Everton e Jean).

Nas laterais tínhamos as terceiras opções no começo do ano. Pela direita, Gilberto e Arias foram embora; pela esquerda, temos Juba e Iago voltando de lesão. Mas deu Román – porque os outros saíram – e, na canhota, Zé Guilherme. E eles foram muito exigidos no primeiro tempo.

O Galo deu um trabalho desgraçado à zaga Tricolor, que sofreu muito pela lateral esquerda em cima de Zé Guilherme. Mas o garoto brigou muito também.

O Bahia sofria com os ataques atleticanos, mas também com os seus próprios erros de passe, motivados pela forte marcação dos caras.

O Tricolor só foi assustar o goleiro adversário aos 35 do primeiro tempo, numa cabeçada de Willian, que encobriu o goleiro e acertou a trave.

E quando tudo parecia tranquilo para ir para o intervalo com o empate, eis que Zé Guilherme falha de forma letal. Cruzamento na área e o zagueiro dos caras gira para cima do lateral e sobe tranquilo para abrir o placar, nos acréscimos. 1×0.

VIRA O LADO

Segundo tempo e o time parece que tomou uma sacudida no vestiário. Inclusive, tô gostando dessa maluquice de voltar depois do adversário. Mingo foi substituído por Marcos Vitor e o resto do time voltou igual. Igual, porém diferente.

A apatia do primeiro tempo, principalmente no ataque, ficou no vestiário.

E, numa saída de bola do goleiro deles, um chutão pro meio de campo que estava dando certo, deu muito errado.

Aos 10 minutos, DVD, de cabeça, cortou. O zagueirão que fez o gol não dominou, retribuiu o presente e Ademir roubou. Willian José travou por um segundo. Pulga puxou o zagueiro da direita para a esquerda. Bagunçou a zaga. Willian viu o espaço e tocou no famoso ponto futuro para Nestor. O sapo disparou, levantou a cabeça e fez um passe pornográfico para Ademir, no meio de três marcadores. Fumacinha dominou e bateu de direita, desviando no zagueiro, tirando o goleiro e beijando a trave antes de morrer nas redes. 1×1.

Os caras tiveram chances com os erros. Dois do Bahia e um do árbitro.

Bernard driblou DVD – todo torto pela esquerda – e chutou no segundo pau. A bola passou raspando.

Acevedo deu uma das suas pixotadas e os caras roubaram, mas chutaram nas mãos de Ronaldo. É incrível como ele joga uma barbaridade, mas sempre dá uma braga absurda – quase fatal – todo jogo.

Nestor, de fora, pancadaça. O goleiro tirou no ângulo.

O juiz inventou um mini-escanteio para os caras. Na cobrança, uma cabeçada fulminante quase decreta a derrota do Bahia aos 45.

E, aos 49:48, DVD cabeceou a bola no travessão do Galo. Merecia.

BORA BAÊA, MINHA PORRA!

Chegamos aos 30 pontos, apenas 2 a menos que o 3º colocado. A galera do ragebait vai ter de inventar mais fakenews como a de Kike para farmar aura novamente. Porque o Bahia é Six e Ademir é Seven.

Deixe seu comentário

Autor(a)

Erick Cerqueira

Resenheiro extra-oficial do Único TIME BI CAMPEÃO BRASILEIRO entre Minas Gerais e o pólo Norte. Pós graduado em Gestão Esportiva e Publicitário. Twitter: @ericksc_



WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com