O presidente do Vitória, Fábio Mota, foi um dos dirigentes que votaram contra o conjunto de mudanças aprovado pelos clubes para tentar reduzir a chamada “cera” e aumentar o tempo de bola rolando nas partidas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. As novas regras, que já foram aprovadas, passam a ser adotadas a partir da 23ª rodada das competições.
Entre as alterações aprovadas estão a contagem de cinco segundos para cobranças de lateral e tiro de meta, um limite de tempo para a saída de jogadores substituídos e a obrigatoriedade de o atleta permanecer um minuto fora de campo após receber atendimento médico.
Também foi aprovado o chamado “Protocolo Vini Jr.”, que prevê a expulsão de jogadores que cubram a boca para se comunicar com adversários de maneira considerada provocativa, depreciativa ou inflamatória. Fábio Mota, no entanto, questionou se as mudanças terão o mesmo efeito no futebol brasileiro e explicou porque contra à Lei Vini Jr.
“Eu sou favorável a todas as regras. Eu só acho que a gente está com 60% do campeonato em andamento. Nós temos dificuldade seríssima com as regras atuais. Você trazer novas regras sem resolver a questão das atuais, eu sou contra implementar nesse momento. Eu acho que a arbitragem brasileira precisa de reciclagem, você melhorar o quadro para depois você trazer novas regras. Sou 100% a favor das novas regras, contanto que elas sejam empreendidas a partir de janeiro de 2027”.
“Essa é uma opinião pessoal. Eu vou votar contra e a minha razão de votar contra. Não dá para analisar a lei igual para todos com realidades diferentes. Na Copa do Mundo estão os melhores árbitros de cada país. Outro adendo é que o atleta que joga Copa do Mundo é diferente. O árbitro e os atletas são diferentes. A chance de dar certo é muito mais provável do que fazer isso no Brasil”, explicou o presidente do Vitória.
“Isso é parte do princípio que todas as vezes que o atleta está colocando a mão na frente da boca é para falar coisas que não deveriam ser publicadas. De repente você está levando em consideração isso como se fosse uma regra básica e você pode simplesmente estar conversando aí outras coisas, tantas, que não desrespeitam a agressão, um ato de racismo ou qualquer tipo de ato de racismo. Então, por isso que foi, acho que 26 a 14 e foi aprovado”.
As mudanças foram aprovadas em reunião dos clubes e entram em vigor já na próxima rodada das Séries A e B. A expectativa é de que as novas medidas contribuam para diminuir o tempo perdido durante as partidas e aumentar o tempo efetivo de bola em jogo.




