Após a vitória por 2 a 0 sobre o Vitória, neste domingo (23), no Barradão, Rogério Ceni aproveitou a entrevista coletiva para comentar as comparações financeiras entre os dois clubes e rebater a ideia de que o Bahia teria uma enorme superioridade de investimento em relação ao rival.
Ao ser questionado sobre a rivalidade e as diferentes expectativas em torno dos dois times, o treinador classificou algumas das discussões como “narrativas”. Ceni lembrou que o Bahia teve resultados positivos em clássicos nos últimos anos e destacou a evolução do clube desde a chegada do Grupo City.
O treinador também comentou a narrativa de que o Bahia seria o “time do milhão” enquanto o Vitória representaria o “time do tostão”. Segundo Ceni, a diferença entre as folhas salariais dos clubes não seria tão grande quanto costuma ser apresentada.
“O time de 2024 perdeu na fase classificatória e o primeiro jogo da final aqui. Dos últimos dez jogos acho que só temos uma derrota em clássico. Acho que são narrativas. A do Vitória é de que é o time do milhão contra o time do tostão. Mas a gente deve ter 10% ou 20% a mais de folha. Mas tem essa narrativa que foi comprada”, afirmou.
Ceni também afirmou entender por que o assunto acaba recaindo sobre ele, principalmente pela postura mais discreta do Grupo City em relação ao futebol brasileiro. “Entendo também porque o grupo (City) não fala tanto e as coisas caem no treinador. Entendo que isso dá bastante notícia”, disse.
O treinador ainda defendeu o trabalho realizado pelo Bahia nos últimos anos e lembrou que o clube conseguiu alcançar um nível de regularidade que poucos times brasileiros possuem. “Esse não foi o ano que mais contratamos. São poucos times brasileiros, além de Flamengo e Palmeiras, que jogam três Libertadores seguidas”, destacou.
Ceni reconheceu, porém, que existe uma expectativa por conquistas maiores. Para ele, o Bahia precisa continuar evoluindo e buscar um salto de qualidade por meio de investimentos e contratações.
“Sei que todos esperam um título, mas a gente vem tentando entregar uma regularidade ao torcedor. Espero que esse salto possa acontecer com contratações e investimentos”, afirmou.
Por fim, o técnico chamou atenção para a necessidade de analisar os investimentos no futebol de maneira mais ampla. Ceni lembrou que jogadores contratados possuem vínculos longos e, por isso, não podem ser tratados como soluções imediatas ou descartados rapidamente. “E outra coisa, jogadores não são produtos descartáveis, são contratos de quatro ou cinco anos”, concluiu.




