Ceni celebra virada do Bahia, elogia ataque, mas faz alerta sobre ansiedade

Ceni celebra virada do Bahia, elogia ataque, mas faz alerta sobre ansiedade

Técnico tricolor elogiou a reação da equipe na vitória por 3 a 2, destacou a intensidade dos atacantes e fez críticas ao excesso de ansiedade do time nos jogos em casa..

Ceni celebra virada do Bahia, elogia ataque, mas faz alerta sobre ansiedade
Foto: Divulgação/EC Bahia

O Bahia venceu o Internacional por 3 a 2 neste domingo (30), na Arena Fonte Nova, e mostrou poder de reação depois de sair atrás no placar. Após a partida, o técnico Rogério Ceni destacou a força mental apresentada pela equipe, que conseguiu virar o confronto ainda no primeiro tempo, mas também fez alertas sobre os espaços concedidos ao adversário e a ansiedade dos jogadores atuando em casa.

Segundo o treinador, o Bahia teve oportunidades suficientes para construir uma vantagem ainda maior. Ceni lembrou que o Internacional também criou chances, mas ressaltou o volume ofensivo apresentado pelo Tricolor durante boa parte do confronto.

“Eles perderam uma chance no lance seguinte ao gol. Eles poderiam ter feito o terceiro, mas a gente também poderia ter feito o quarto. Há uma série de possibilidades para os dois lados. A gente construiu o 3 a 1 e teve força mental para virar o jogo saindo atrás com 16 minutos. Em 30 minutos a gente virou um jogo para 3 a 1. Isso demonstra força mental”, afirmou.

Ceni também destacou a atuação dos homens de frente. Para o técnico, Pulga, Kike Oliveira e Alejo Véliz são peças importantes no sistema de pressão adotado pelo Bahia, principalmente pela intensidade apresentada pelos três atacantes.

“Eles são os mais intensos. Os três da frente são os mais intensos. Kike é um jogador que pressiona o goleiro o tempo todo. Hoje errou alguns cruzamentos, mas é um cara que se entrega. Então é muito importante a presença deles. Pulga, Kike e Alejo estão em alta rotação”, explicou.

O treinador ainda citou jogadores que estão retornando ou ganhando espaço no elenco e ressaltou a importância de manter a intensidade na marcação. “Precisamos fazer Ademir recuperar isso agora que está voltando de lesão, fazer Ruan Pablo entender. Se você pressionar o adversário tem mais chances para ganhar uma segunda bola e se manter no campo de ataque”, completou.

Apesar da vitória, Ceni não escondeu a preocupação com a maneira como o Bahia passou a trocar ataques com o Internacional principalmente na segunda etapa. Para ele, uma escolha equivocada no setor ofensivo acabou contribuindo para o segundo gol colorado.

“O lance do segundo gol do Inter começa com uma jogada nossa lá no ataque. A gente tinha quatro jogadores na segunda trave, mas a escolha é por fazer uma tabela. Dali o Inter sofre uma falta, cobra rápido e faz o gol. Começa com uma escolha errada”, avaliou.

Ceni também chamou atenção para a ansiedade que, segundo ele, tem afetado o Bahia em partidas na Arena Fonte Nova. O técnico afirmou que a vontade de agradar à torcida pode fazer os jogadores acelerarem determinadas jogadas e adotarem um ritmo que não favorece as características da equipe.

“Eu noto que os jogadores se sentem ansiosos aqui, eles não conseguem se soltar. Eles querem agradar ao torcedor e deixam de fazer a jogada certa para acelerar. A gente não tem um time para fazer esse tipo de jogo, não é saudável entrar nesse ritmo”, afirmou.

O treinador, porém, valorizou o poder ofensivo apresentado contra o Internacional. Além dos três gols marcados, Ceni destacou a atuação de Pulga, autor de dois dos gols tricolores.

“Fizemos três gols no jogo. O Pulga, que é um ponta, fez dois. Muito tempo que um ponta nosso não faz dois gols. Então tem essas situações das decisões. Acho que também ficamos muito ansiosos, o torcedor gosta desse jogo de transição, mas ele não nos faz bem”, disse.

Ao analisar o momento do Campeonato Brasileiro, Ceni evitou dar peso excessivo à posição dos adversários na tabela e reforçou que a disputa precisa ser encarada dentro de campo.

“O jogo foi equilibrado, como era esperado que fosse. Não vejo uma equipe que se destaque. Não podemos comprar essa onda da tabela de classificação. É muito simplista isso. O problema se resolve no campo de jogo, lutando palmo a palmo, como foi contra o Vitória e como foi hoje”, declarou.

Por fim, o comandante tricolor reconheceu a qualidade do Internacional e admitiu que o Bahia teve dificuldades para controlar as transições ofensivas do adversário. Para Ceni, a equipe precisa encontrar maior equilíbrio entre atacar e se proteger.

“O Inter teve boas ações, é um time que constrói bem, ataca muito rápido. Acho que nossa ansiedade para fazer os gols atrapalha. A gente acaba indo com muita gente ao ataque e cede espaços. Fizemos três gols e temos que destacar isso, a entrega também não faltou, mas hoje não conseguimos pressionar também bem quanto no jogo contra o Vitória. Hoje o adversário tinha mais velocidade para a transição, então nós sofremos um pouco mais”, concluiu.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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