As mudanças recentes nas regras do futebol brasileiro também foram tema da entrevista coletiva de Rogério Ceni após a vitória do Bahia por 3 a 2 sobre o Red Bull Bragantino, neste sábado (5). O treinador avaliou os efeitos das alterações no andamento das partidas e explicou como elas se relacionam com a proposta de jogo do Tricolor.
Para Ceni, as novas regras têm contribuído principalmente para aumentar o tempo efetivo das partidas e acelerar o ritmo dos jogos. Apesar disso, o técnico não acredita que as mudanças tenham provocado um impacto significativo na quantidade de gols marcados pelo Bahia.
“Acho que as regras não influenciam no número de gols. Quando a gente sai com a bola, tenta fazer isso de maneira rápida. As regras ajudam o futebol brasileiro como um todo”, afirmou.
O treinador citou justamente o confronto contra o Bragantino como exemplo. Segundo Ceni, o segundo tempo teve um acréscimo elevado, com nove minutos adicionais, algo que, na visão dele, contribui para aumentar o tempo de bola rolando e beneficiar equipes que procuram ter o controle da partida.
“Eu achei que, no segundo tempo, até pelas regras, tiveram muitos acréscimos. Foram nove minutos de acréscimos acelerando o jogo. Mas está sendo muito importante para o futebol brasileiro melhorar, mais tempo de jogo”, explicou.
Na avaliação de Ceni, a mudança pode beneficiar especialmente equipes que buscam controlar as partidas através da posse de bola. Com mais tempo efetivo, os times que conseguem manter intensidade e organização tendem a encontrar mais oportunidades para construir suas jogadas.
“Pode estar até melhorando a média de gols do campeonato. É muito bom para os times que gostam de jogar com a bola”, destacou o comandante.
Apesar da análise positiva sobre o futebol brasileiro, Ceni fez uma ressalva quando o assunto é o Bahia. Para ele, o crescimento ofensivo da equipe está muito mais relacionado à evolução física e à capacidade de pressionar o adversário do que propriamente às mudanças nas regras.
“Mas acho que não mexeu muito na nossa média de gols. Estamos fisicamente pressionando mais, logo temos mais a bola e criamos mais”, explicou.




