O Esporte Clube Vitória será levado a julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa de um incidente registrado durante a partida contra o Vasco, no dia 2 de setembro, no Estádio Barradão, pelas quartas de final da Copa do Brasil.
O processo tem relação com o arremesso de um artefato explosivo para dentro do campo, aos 38 minutos do segundo tempo. O objeto caiu nas proximidades da área penal defendida pelo goleiro rubro-negro, região onde também estavam profissionais de imprensa, e explodiu sem deixar feridos.
Segundo o relato registrado na súmula da partida, o artefato foi lançado a partir do espaço reservado à torcida visitante. Após o confronto, um torcedor do Vasco, de 29 anos, acabou preso sob suspeita de ter sido o responsável pelo lançamento da bomba.
O homem foi detido por agentes do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe) e encaminhado para a Central de Flagrantes, no bairro dos Barris, onde permaneceu à disposição da Justiça.
Apesar de o incidente ter ocorrido a partir do setor ocupado pelos vascaínos, o Vitória também foi denunciado pela Procuradoria do STJD. O clube baiano responderá com base no artigo 213, inciso III, §2º, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Já o Vasco foi denunciado pelo artigo 206, além do mesmo dispositivo do artigo 213.
As punições previstas no artigo 213 incluem multa que pode variar de R$ 100 a R$ 100 mil. A depender da interpretação do Tribunal e da gravidade atribuída ao caso, o clube também pode sofrer sanção com perda de mando de campo por período entre uma e dez partidas.
O processo de número 1002/2026 será analisado pela 5ª Comissão Disciplinar do STJD nesta sexta-feira (11), a partir das 10h. O auditor Raoni Lacerda Vita será o relator do caso.




