O Vitória voltou a deixar escapar uma vitória fora de casa e aumentou a frustração com o longo jejum como visitante no Campeonato Brasileiro. Depois de abrir vantagem diante do Mirassol, o Rubro-Negro não conseguiu sustentar o resultado e empatou em 2 a 2, em mais uma partida que deixou o técnico Jair Ventura preocupado com o aspecto psicológico da equipe.
Na entrevista coletiva após o jogo, o treinador reconheceu que a dificuldade do Vitória para vencer longe do Barradão pode estar ultrapassando a questão técnica. Para Jair, o time tem conseguido começar bem as partidas, criar oportunidades e até construir vantagens, mas não mantém o mesmo desempenho durante os 90 minutos.
“Contra o Grêmio fizemos dois bons tempos, era para um placar mais elástico. A situação já está ficando mental. Assim como foi no Fluminense, que fizemos 2 a 1 e sofremos no final. Aqui foi a mesma coisa. Temos que trabalhar o mental, que está pesando demais. Sair na frente e saber sustentar o jogo, manter a performance do primeiro tempo. Temos que tirar esse peso o quanto antes para que eu não precise vir aqui dar essas mesmas justificativas do porque não vencer fora”, afirmou.
O empate contra o Mirassol seguiu um roteiro que tem incomodado o comandante rubro-negro. O Vitória foi superior na primeira etapa, criou as principais oportunidades e marcou dois gols, mas viu o adversário crescer no segundo tempo e buscar a igualdade.
Jair Ventura também lamentou um gol anulado que, na visão dele, poderia ter mudado completamente o rumo da partida. Segundo o treinador, o terceiro gol seria determinante para encaminhar o triunfo, mas o lance acabou tendo efeito contrário no aspecto emocional do confronto.
“A gente começa melhor, criamos as chances e os gols. A gente faz o terceiro gol que seria determinante para matar, mas foi anulado. Em vez de isso nos dar força para matar o jogo, deu força ao adversário para buscar. Primeiro tempo melhor do Vitória, segundo do Mirassol. Por isso, empate hoje aqui”, analisou o técnico.
Além da avaliação sobre o resultado, Jair Ventura também explicou uma das escolhas feitas durante a partida. Questionado sobre a entrada do argentino Pochettino em vez de Matheuzinho, o treinador afirmou que a decisão foi tomada pelas características dos jogadores e pela necessidade de ter mais intensidade na equipe.
“Foi por opção. Vejo o Matheuzinho como camisa 10 clássico. Pochettino está mais adaptado a fazer o lado e ter mais recomposição do que o Matheus. Preciso de força e velocidade. Entendi que o Pochettino, por característica, poderia me dar mais isso. Por isso essa opção nesse jogo”, explicou.

