O retorno de Éverton Ribeiro aos gramados foi um dos assuntos abordados por Rogério Ceni após o triunfo do Bahia por 2 a 1 sobre o Remo, na última segunda-feira (14), pelo Campeonato Brasileiro. Depois de mais de um mês afastado, o meia voltou a atuar e recebeu elogios do treinador, que também explicou um dos principais desafios para sua sequência na equipe.
Aos 37 anos, Éverton Ribeiro entrou no segundo tempo da partida e permaneceu em campo por aproximadamente 11 minutos. O jogador havia ficado afastado devido a um problema na região sacroilíaca e precisará recuperar gradualmente o ritmo competitivo.
Apesar do período longe dos gramados, Ceni fez questão de ressaltar a importância do camisa 10 para o elenco tricolor. O treinador destacou a capacidade técnica do meio-campista e afirmou que ele ainda tem muito a oferecer. Para o comandante, a recuperação física será determinante para que Éverton consiga desempenhar novamente seu melhor futebol.
“Acho ele um garoto ainda. Tem muito para dar ao futebol brasileiro. Queremos ele com cada vez mais ritmo de jogo, é muito talentoso e tem espírito de garoto”, afirmou Ceni.
A principal questão levantada pelo treinador está relacionada à intensidade exigida pelo modelo de jogo do Bahia. Ceni explicou que, atualmente, a qualidade técnica precisa estar acompanhada de capacidade para participar das ações sem a bola, especialmente na pressão sobre os adversários.
Nesse aspecto, o treinador citou Éverton Ribeiro e Caio Alexandre como jogadores tecnicamente diferenciados, mas com características diferentes de atletas como Kike Olivera, Erick Pulga e Alejo Véliz, que têm participação importante na pressão ofensiva.
Segundo Ceni, a capacidade de recuperar a bola rapidamente permite ao Bahia permanecer mais tempo no campo de ataque e controlar melhor as ações da partida. O treinador, portanto, trabalha para encontrar a melhor maneira de aproveitar a qualidade de Éverton Ribeiro sem comprometer a intensidade coletiva da equipe.

