Ba-Vi 2026: jovens talentos renovam Bahia e Vitória

Bahia e Vitória: como o Ba-Vi continua formando novos protagonistas do futebol baiano

Veja como Bahia e Vitória usam base, contratações e oportunidades no profissional para formar novos protagonistas do futebol baiano.

Bahia e Vitória: como o Ba-Vi continua formando novos protagonistas do futebol baiano
Foto: Divulgação

O Ba-Vi chegou ao clássico de número 508 em agosto da atual temporada, com 94 anos de rivalidade e um peso que vai além do placar. Bahia e Vitória seguem usando o confronto como vitrine para jogadores em diferentes estágios de formação.

Alguns sobem da base, outros chegam jovens de outros mercados, mas todos entram em um ambiente de cobrança e forte identificação com a torcida. E esse processo também desperta atenção fora de campo.

Os jogadores de Bahia e Vitória nas apostas esportivas podem aparecer em mercados de gols ou desempenho individual, mas a presença de um jovem no clássico não garante rendimento previsível. Formação, minutagem e contexto tático precisam ser considerados.

Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência. Apenas para maiores de 18 anos.

O Ba-Vi como parte da identidade do futebol baiano

Em 2026, Bahia e Vitória disputaram quatro clássicos. O Tricolor venceu três e empatou um. Os resultados são os seguintes:

  • 25/01 – Vitória 0 x 1 Bahia
  • 07/03 – Bahia 2 x 1 Vitória
  • 11/03 – Bahia 1 x 1 Vitória
  • 23/08 – Vitória 0 x 2 Bahia

O primeiro terminou 1 a 0, com gol de Dell. Na final do Baiano, Jean Lucas marcou duas vezes na virada por 2 a 1. Depois teve o empate por 1 a 1 no Brasileirão e, em agosto, vitória tricolor por 2 a 0, com gols de Alejo Véliz e Jean Lucas, em pleno Barradão.

O retrospecto mostra como novas gerações entram rapidamente na memória do clássico. Dell apareceu como protagonista ainda em transição para o profissional. Meses depois, Alejo marcou seu primeiro gol em um Ba-Vi após chegar da Europa.

Uma rivalidade que vai além dos resultados

O clássico funciona como um teste técnico e emocional. Para jovens, lidar com pressão, ambiente hostil e repercussão imediata pode revelar capacidade de decisão, mas exige cautela para que um bom jogo não ganhe expectativas desproporcionais.

Bahia e Vitória trilham caminhos para novos talentos

Em 2026, o Bahia estruturou  um programa de desenvolvimento individual inspirado no Grupo City. Quinze jogadores passaram a receber planos específicos com acompanhamento técnico, tático, físico e mental. Kauê Furquim, Ruan Pablo, Dell e David Martins estão entre eles.

Kauê é um dos casos mais claros. Aos 17 anos, ganhou espaço no profissional, foi utilizado no Brasileirão e chegou a ser convocado para a Seleção Sub-17. Em abril, marcou três gols no 5 a 0 sobre a Bolívia e foi eleito o melhor da partida.

Da base ao protagonismo no futebol profissional

Já o Vitória segue um caminho próprio. No início de 2026, onze dos 22 jogadores da Copinha foram integrados ao grupo usado no Campeonato Baiano. No segundo semestre, Hiago Costa, de 20 anos, assinou contrato profissional até junho de 2029 após marcar nove gols em 30 partidas pelo sub-20.

Edenilson também ganhou espaço. O defensor de 20 anos foi relacionado para o Ba-Vi 508 ao lado de Kauan Coutinho, outro jogador da base. O portal Futebol Baiano registrou a presença da dupla formada na base do Vitória entre os relacionados para o clássico.

Clubes buscam diferentes estratégias para formar novos jogadores

Formar jogadores não significa apenas revelar atletas desde a infância. Bahia e Vitória também buscam jovens fora de suas bases e tentam completar o desenvolvimento no futebol profissional.

O Bahia investiu 9 milhões de euros, cerca de R$56 milhões, em Alejo Véliz, de 22 anos. O argentino passou por Rosario Central, Tottenham e Sevilla e, ao chegar no Tricolor, marcou de cabeça no Ba-Vi 508.

O Vitória encontrou Renê em outro caminho. O atacante de 22 anos passou por São José-RS e Portuguesa e foi comprado por R$6,5 milhões. Em agosto, já tinha marcado 12 gols pelo Vitória na temporada.

Categorias de base, contratações e oportunidades

Os dois casos mostram rotas distintas, onde um clube pode formar jogadores internamente, captar ainda na adolescência ou contratar alguém já profissional, mas com margem de evolução. O ponto em comum é a necessidade de minutos e um plano de carreira estruturado.

Clássico vira celeiro de novos protagonistas

O Ba-Vi continua renovando seus personagens porque oferece espaço para jogadores se apresentarem em jogos de grande repercussão. Dell, Kauê, Alejo, Renê e Edenilson representam caminhos diferentes dentro do mesmo cenário.

Ainda assim, é pouco provável que todos eles se tornem estrelas. A formação exige tempo e nem sempre segue uma linha reta. Entretanto, quando Bahia e Vitória investem em base, captação e oportunidades no profissional, o clássico deixa de ser apenas disputa por pontos ou título, e passa a participar da construção da próxima geração do futebol baiano.

Deixe seu comentário

Autor(a)

Redação Futebol Baiano

Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com