A derrota de virada por 3 a 1 para o Cruzeiro, neste domingo (20), no Barradão, deixou o Vitória sob forte cobrança da torcida. Após a partida, o técnico Jair Ventura reconheceu que as vaias recebidas pela equipe são compreensíveis diante do desempenho apresentado no segundo tempo e afirmou que os jogadores precisam estar preparados para lidar com as críticas.
Para o treinador, a cobrança faz parte da rotina do futebol, desde que não ultrapasse os limites. Jair também destacou que os atletas precisam saber reagir aos momentos negativos.
“Pelo nosso segundo tempo, temos que ser vaiados mesmo. Todo mundo tem que estar preparado para críticas. A gente só não pode mudar o tom e levar para o pessoal, que aí deixa de ser profissional. Acho que a torcida sempre pode cobrar, desde que não tenha agressão. Como que eles não vão vaiar depois de um jogo desse? Temos que conviver com isso. A vida do atleta é isso, é saber que precisa dar a volta por cima. Todo profissional do futebol tem que estar preparado para os momentos ruins”, afirmou.
Além de falar sobre as vaias, Jair Ventura fez uma cobrança direta ao elenco. O treinador avaliou que a instabilidade apresentada pelo Vitória dentro das partidas acaba afastando o torcedor e reforçou que a equipe precisa manter o nível de competitividade durante os 90 minutos.
“Nossa instabilidade afasta o torcedor. Eles querem ver o Vitória do primeiro tempo nos dois tempos. Eu também quero muito. A gente jogou contra o Flamengo, os caras bateram na gente, Palmeiras também, a gente tem que matar a transição, os jogadores são cobrados por isso. A gente não pode deixar de competir”, disse.
O técnico diferenciou ainda uma derrota em que a equipe apresenta bom desempenho de uma atuação em que deixa de competir. Para Jair, o Vitória precisa mostrar dentro de campo que pode reconquistar o apoio das arquibancadas.
“Uma coisa é perder jogando, outra coisa é não competir. Então temos que mostrar dentro de campo que podemos trazer o torcedor de volta”, completou.
Jair Ventura também explicou as alterações realizadas no intervalo. Segundo o treinador, Mateus Silva e Caíque Gonçalves precisaram deixar a partida por problemas físicos. Caíque, inclusive, foi encaminhado ao hospital após passar mal depois de ser atingido por uma bolada.
O treinador afirmou que as mudanças alteraram a estratégia inicialmente planejada para a equipe, especialmente na utilização dos alas para dar amplitude ao jogo.
“A gente começa com proposta de fazer amplitude com os alas. No primeiro tempo a gente controla muito bem, tivemos chances claras com Tarzia, Renê e Erick. Tivemos o controle do primeiro tempo”, explicou.
“No intervalo tive que tirar Mateus Silva e Caíque Gonçalves por lesões. O Caíque está no hospital agora, está vomitando e passando mal, levou uma bolada. Eu não tinha opções para fazer a amplitude na lateral, entrou o Brítez e tivemos que mudar o estilo de jogo”, acrescentou.
Jair afirmou que a equipe ainda não havia conseguido implementar a nova estratégia quando sofreu o primeiro gol da segunda etapa, logo no início.
“A gente passou a fazer a saída segurando o Brítez. Mas antes disso tudo entrar em prática, a gente sofreu um gol com 30 segundos. Depois outro vacilo nosso e um gol de cobrança de lateral. O segundo tempo foi muito diferente do primeiro, mais uma vez deixamos de ser a mesma equipe”, avaliou.
O treinador reconheceu que a equipe precisa corrigir o problema de queda de rendimento entre os tempos e afirmou que o Vitória trabalhará para evitar que a situação volte a acontecer.
“Conversamos no vestiário, mas tomamos um gol com 30 segundos. Não pode acontecer os tempos serem tão diferentes assim. Vamos buscar corrigir isso”, concluiu.

