Bellintani aponta impactos da redução de estrangeiros e sugere times B para jovens

Bellintani aponta impactos da redução de estrangeiros e sugere times B para jovens

Ex-presidente do Bahia reconheceu que a medida pode abrir espaço para jogadores brasileiros, mas alertou para possíveis impactos na competitividade do futebol nacional.

Bellintani aponta impactos da redução de estrangeiros e sugere times B para jovens
Foto: Rafael Martins/Londrina EC

A decisão de reduzir gradualmente o número de jogadores estrangeiros que podem ser relacionados por partida no Campeonato Brasileiro foi comentada pelo ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani. Para o dirigente, a medida pode aumentar as oportunidades para atletas brasileiros, principalmente os mais jovens, mas também pode trazer consequências para a competitividade dos clubes do país.

A mudança foi aprovada durante uma reunião entre representantes das Séries A e B e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove estrangeiros por partida. A partir de 2027, o limite cairá para oito e será reduzido gradualmente até chegar a cinco em 2030. Bahia, Flamengo e Londrina foram os clubes que votaram contra a proposta.

Bellintani, que atualmente comanda o grupo Squadra Sports, responsável pela gestão de clubes como Londrina e Ypiranga, de Salvador, reconheceu que a redução pode favorecer a utilização de jogadores formados no futebol brasileiro.

“A queda do número de estrangeiros abre mais espaço para o jogador brasileiro e teoricamente há tendência de abrir mais espaço para o jogador jovem”, afirmou.

Por outro lado, o dirigente ponderou que a medida também pode reduzir o nível de competitividade do Campeonato Brasileiro. Nos últimos anos, os clubes do país passaram a contratar um número maior de atletas de outros mercados sul-americanos, ampliando a presença de estrangeiros nas equipes.

Na avaliação de Bellintani, limitar esse movimento pode produzir reflexos tanto esportivos quanto econômicos para o futebol nacional. “A gente sabe que a decisão para esse caminho também gera perdas, mas faz parte do processo”, declarou.

Bellintani também apresentou uma alternativa para aumentar o espaço dos jogadores formados nas categorias de base: a criação de equipes B pelos clubes brasileiros. A ideia é que equipes das Séries A, B e C possam manter times secundários para disputar determinadas competições, permitindo que atletas em processo de formação tenham mais minutos em campo antes de chegarem ao elenco principal.

Como referência, o dirigente citou o modelo adotado por clubes europeus, como Barcelona, Benfica e Porto, que possuem equipes secundárias e utilizam essas estruturas no desenvolvimento de seus jogadores. Para Bellintani, a criação dos times B poderia funcionar como uma alternativa complementar à redução do limite de estrangeiros, criando mais oportunidades de competição para os jovens brasileiros.

A partir de 2027, os clubes poderão inscrever até 50 jogadores na competição, sendo obrigatória a presença de pelo menos 20 atletas com até 23 anos. A quantidade de jogadores dentro dessa faixa etária deverá aumentar gradualmente até 2030.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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