A cobrança desperdiçada por Everaldo nos acréscimos da derrota por 2 a 1 para o Athletico-PR, no último domingo, não apenas impediu o Esporte Clube Bahia de buscar o empate na Arena da Baixada, como também fez a equipe atingir quatro penalidades perdidas na temporada e se igualar a outros três clubes.
O número recoloca o Bahia entre os clubes que mais desperdiçaram cobranças no futebol brasileiro em 2026. De acordo com levantamento do Gato Mestre, o Tricolor teve 13 pênaltis a favor em partidas oficiais no tempo regulamentar, converteu nove e errou quatro, com aproveitamento de 69,2%.
A equipe tricolor divide o maior número de desperdícios com Bragantino, Remo e o próprio Athletico-PR. O Corinthians aparece logo atrás, com três cobranças desperdiçadas, enquanto Vasco, Fluminense, Coritiba, São Paulo e Vitória perderam duas cada.
Por outro lado, o Bahia também está entre as equipes que mais converteram penalidades. Com nove gols, o clube divide essa marca com Vitória e Cruzeiro. O levantamento considera apenas cobranças realizadas durante os 90 minutos das partidas oficiais e não inclui disputas de pênaltis após empates.
A relação do Bahia com as penalidades passou por momentos de instabilidade no primeiro semestre. O time chegou a apresentar apenas 50% de aproveitamento nas primeiras cobranças e viveu um dos episódios mais marcantes na eliminação para o O’Higgins, do Chile, na fase preliminar da Libertadores.
Na disputa de pênaltis contra os chilenos, o Tricolor desperdiçou duas cobranças e acabou eliminado da competição. O cenário contribuiu para transformar as penalidades em um dos assuntos recorrentes do início da temporada. A equipe, no entanto, conseguiu mudar o panorama ao longo dos meses seguintes. O Bahia chegou a emendar sete cobranças consecutivas convertidas e parecia ter deixado o problema para trás.
Luciano Juba teve papel importante nessa recuperação. Depois de perder uma cobrança contra o Remo, o lateral assumiu maior protagonismo nas penalidades e converteu quatro das cinco que bateu ao longo do ano, alcançando 80% de aproveitamento individual.
O quarto desperdício do Bahia em 2026 aconteceu justamente em um momento decisivo. Diante do Athletico-PR, Everaldo teve a oportunidade de igualar o placar nos minutos finais, mas parou na defesa do goleiro Mycael. O lance ganhou ainda mais peso porque Luciano Juba, que havia convertido as duas cobranças anteriores do time, estava em campo. Mesmo assim, a responsabilidade ficou com Everaldo.
Veja o aproveitamento dos cobradores
O Bahia teve cinco jogadores diferentes responsáveis por cobranças de pênalti em partidas oficiais durante a temporada. Luciano Juba apresenta o melhor aproveitamento entre aqueles que tiveram mais de uma tentativa.
Luciano Juba: 4 gols em 5 cobranças — 80%;
Willian José: 2 gols em 4 cobranças — 50%;
Everaldo: 1 gol em 2 cobranças — 50%;
Rodrigo Nestor: 1 gol em 1 cobrança — 100%;
Alejo Véliz: 1 gol em 1 cobrança — 100%.




