Ferran Soriano contesta condenação do Manchester City: 'Teoria da conspiração'




Ferran Soriano contesta condenação do Manchester City: ‘Teoria da conspiração’

Ferran Soriano afirmou que as acusações contra o clube são baseadas em uma “falsa acusação” e garantiu que o Manchester City vai recorrer da decisão.

Ferran Soriano contesta condenação do Manchester City: ‘Teoria da conspiração’
Foto: Divulgação/EC Bahia

O CEO do Grupo City, Ferran Soriano, reagiu à decisão da Premier League que considerou o Manchester City culpado de todas as acusações relacionadas a graves violações das regras financeiras da competição. O dirigente rejeitou as conclusões da comissão independente e classificou o processo como uma “teoria da conspiração” da liga inglesa.

Em uma mensagem enviada aos funcionários do Manchester City, Soriano afirmou que o caso estaria baseado em uma acusação que, segundo ele, não corresponde à realidade. O principal ponto citado pelo dirigente é a suspeita de que recursos dos proprietários do clube teriam sido repassados ao time por meio de contratos de patrocínio ligados a empresas de Abu Dhabi.

Soriano negou que isso tenha acontecido e afirmou que o clube apresentou documentos para sustentar sua versão. Entre os materiais citados estão extratos bancários, transferências financeiras e depoimentos de testemunhas.

O dirigente também criticou a conclusão da comissão independente responsável pelo julgamento. Para Soriano, as provas apresentadas pelo Manchester City não receberam a devida consideração e a decisão contém erros jurídicos e factuais.

“A totalidade do caso com a Premier League está baseada em uma falsa acusação, que é a de que o dinheiro dos nossos donos foi colocado no clube através de alguns patrocinadores de Abu Dhabi. Isso não é verdade”, afirmou.

“Falamos de extratos bancários, transferências de dinheiro, testemunhas e tudo o necessário para demonstrar de forma categórica que o dinheiro não veio do dono”, completou.

Na terça-feira (29), a Premier League anunciou que uma comissão independente considerou o Manchester City culpado de todas as acusações relacionadas a graves violações das regras financeiras durante nove temporadas, entre 2009/10 e 2017/18.

De acordo com a liga, o clube teria utilizado contratos considerados fictícios (“sham contracts”) com parceiros comerciais para inflar receitas e reduzir custos. A comissão também apontou problemas na apresentação das contas e violações dos limites financeiros da Premier League e da UEFA.

O processo também envolve acusações relacionadas à cooperação do Manchester City com a investigação conduzida pela Premier League. A comissão considerou comprovadas três das quatro violações apontadas nesse aspecto. Apesar da decisão sobre as acusações, a punição ao Manchester City ainda não foi definida. A Premier League informou que as sanções serão discutidas em uma audiência separada, que deverá ocorrer de forma privada.

“Surpreendentemente, tanto para nós como para nossos advogados, depois de mais de dois anos, a comissão da Premier League deu uma opinião que apoia a teoria da conspiração da Premier. Para isso, foram ignoradas as provas apresentadas pelo clube e chegou-se a uma conclusão errônea”, declarou.

Entre as possibilidades previstas no processo estão punições esportivas e financeiras. O clube, por sua vez, mantém a posição de que é inocente e pretende recorrer da decisão. O prazo para o Manchester City apresentar o recurso termina em 2 de outubro.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque o Manchester City é o clube que encabeça o Grupo City, conglomerado que também controla a SAF do Bahia. O grupo possui 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol do clube baiano.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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