A Arena Fonte Nova terá uma nova identidade comercial. O consórcio responsável pela administração do estádio acertou a venda dos naming rights para a Acelen, empresa do setor energético responsável pela Refinaria de Mataripe, localizada em São Francisco do Conde, na Bahia. Com o acordo, o equipamento passa a se chamar Arena Acelen Fonte Nova.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19). A parceria amplia a presença da companhia no cenário esportivo e de entretenimento, aproximando a marca de um dos principais espaços para a realização de partidas de futebol, shows e grandes eventos no estado.
Segundo a Acelen, a nova identidade visual foi desenvolvida para incorporar a empresa sem deixar de lado a história do estádio. A proposta prevê a recuperação dos arcos e a manutenção da tipografia original, preservando características tradicionais da Fonte Nova.
“Essa parceria nasce da nossa forte relação com a Bahia. A Arena Fonte Nova é um lugar de encontro, emoção e, acima de tudo, pertencimento. É um patrimônio dos baianos, dos brasileiros”, afirmou Marcelo Lyra, vice-presidente de Relações Institucionais, Comunicação, ESG e Desenvolvimento Territorial da Acelen.
Os valores e o prazo de duração do novo contrato não foram divulgados. A chegada da Acelen ocorre após a suspensão do contrato de naming rights com a Casa de Apostas. O acordo anterior havia sido firmado em 2023 e previa um investimento total de aproximadamente R$ 52 milhões ao longo de quatro anos, com pagamentos anuais de R$ 13 milhões.
A parceria foi interrompida após mudanças na regulamentação federal relacionadas à exploração e à publicidade de apostas de quota fixa. Com isso, o estádio voltou temporariamente a utilizar o nome Arena Fonte Nova até a definição de um novo parceiro comercial.
Antes da Casa de Apostas, a marca Itaipava também esteve associada ao estádio, em um contrato que acompanhou os primeiros dez anos da arena, inaugurada em 2013.
Relação com o Bahia e o Grupo City
A Acelen já tem um histórico de ligação com o futebol baiano. A empresa patrocinou o Bahia nas temporadas de 2022 e 2023, antes de o Grupo City assumir o controle da SAF tricolor.
A companhia foi criada pelo Mubadala Capital, braço de investimentos ligado ao fundo soberano de Abu Dhabi. Há também uma conexão entre as estruturas empresariais: Khaldoon Al Mubarak ocupa posições de liderança no Mubadala e preside o Manchester City e o City Football Group, responsável pelo controle da SAF do Bahia.
O novo acordo comercial, entretanto, não significa uma mudança imediata na administração do estádio. Os naming rights garantem a exploração comercial do nome, enquanto a gestão da arena depende de outro contrato.
Bahia tem interesse na gestão da Fonte Nova
O atual contrato de concessão da Arena Fonte Nova tem prazo previsto até 31 de março de 2028, após uma revisão do cronograma original. O Bahia já manifestou interesse em participar do processo relacionado à futura administração do equipamento, com possibilidade de envolvimento do Grupo City.
A venda dos direitos de nome à Acelen, portanto, representa uma nova etapa comercial para o estádio, mas não define quem será responsável por sua gestão após o encerramento da concessão vigente.


