Ceni critica gols sofridos pelo Bahia, mas destaca reação contra o São Paulo




Ceni critica gols sofridos pelo Bahia, mas destaca reação contra o São Paulo

Treinador aponta falta de atenção defensiva após vantagem de 2 a 0, valoriza mudanças no segundo tempo e afirma que Everton Ribeiro está cada vez mais próximo de voltar à titularidade.

Ceni critica gols sofridos pelo Bahia, mas destaca reação contra o São Paulo
Foto: Catarina Brandão/ EC Bahia

O Bahia venceu o São Paulo por 3 a 2, na Arena Fonte Nova, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado positivo, o técnico Rogério Ceni demonstrou insatisfação com a maneira como a equipe permitiu o empate após abrir dois gols de vantagem. Na avaliação do treinador, o Tricolor começou bem, perdeu o controle da partida e precisou modificar sua estratégia para garantir o triunfo.

Ceni destacou o desempenho do Bahia nos primeiros 20 minutos, quando a equipe conseguiu controlar a posse de bola, construir jogadas e criar oportunidades. No entanto, o treinador lamentou a queda de rendimento após a vantagem no placar e considerou inaceitável a forma como o time sofreu os dois gols.

“Jogar contra o São Paulo nunca vai ser fácil. No começo do jogo a gente foi muito bem, bola no pé, construção, fizemos dois gols e poderíamos ter feito o terceiro. Depois começamos a jogar só em transição e começamos a cansar, a gente começou a não conseguir mais recompor o time. Sofremos dois gols. É inaceitável fazer um começo tão bom e ceder dois gols”, avaliou.

Na volta do intervalo, o Bahia encontrou dificuldades inicialmente, mas conseguiu recuperar o controle da partida após mudanças promovidas pela comissão técnica. Aos dez minutos do segundo tempo, Ceni fez alterações para dar mais qualidade à equipe e modificar a dinâmica do confronto.

As entradas de Everton Ribeiro, Erick e Ademir foram apontadas pelo treinador como fundamentais para a mudança de comportamento do Bahia. Segundo Ceni, a equipe passou a ter mais posse de bola e conseguiu controlar melhor as ações ofensivas, em vez de depender tanto das transições.

O comandante também elogiou o desempenho de Everton Ribeiro e afirmou que o meia está cada vez mais preparado para atuar por mais tempo, inclusive iniciando uma partida entre os titulares.

“Participação não só dele, mas as três trocas foram fundamentais para a mudança da característica do jogo. Claro que com o Everton você ganha mais qualidade, com ele em campo você tem mais a bola. Nossa característica é usar um primeiro volante e complementar com jogadores mais físicos quando é o Caio, e mais técnicos quando é o Acevedo. Nestor vem desempenhando bem nos últimos jogos, mas o Everton mostra que está cada dia mais pronto para mais minutos e até para começar um jogo”, afirmou.

A declaração indica que o camisa 10 pode ganhar espaço na equipe titular nas próximas partidas. Ceni ressaltou, porém, a importância de ajustar as características dos jogadores utilizados no meio-campo de acordo com a proposta de jogo.

Apesar da vitória, os dois gols sofridos pelo Bahia foram motivo de preocupação para Rogério Ceni. O treinador diferenciou as jogadas que originaram os tentos do São Paulo, mas cobrou mais concentração e competitividade dos jogadores nas disputas defensivas.

Na avaliação do comandante, o primeiro gol adversário surgiu em uma jogada de transição, enquanto o segundo aconteceu após uma falha na disputa do rebote. Ceni também ressaltou que a equipe tinha jogadores em condições de afastar a bola antes da finalização.

“Não é função de Acevedo e Jean Lucas os rebotes. E os gols são distintos. O Lucas recebe com um espaço curto, mas com muita chance de gol. Então um gol é de uma jogada de transição. Já o segundo gol é uma falha de rebote. Hoje a gente tinha dois jogadores no rebote, a gente tinha condição de tirar aquela bola. A gente tem que se entregar com atenção defensiva. Faltou competitividade ali”, analisou.

O treinador reforçou que o Bahia precisa melhorar nesse fundamento para evitar que os adversários tenham novas oportunidades após as primeiras finalizações. Para ele, permitir que o rival chute duas ou três vezes em jogadas de rebote é um problema que precisa ser corrigido.

Ao fazer um balanço da atuação, Ceni dividiu a análise entre os aspectos positivos e negativos apresentados pela equipe. O treinador valorizou o início dominante e a capacidade de reação depois que o São Paulo conseguiu buscar o empate, mas alertou para a necessidade de administrar melhor o ritmo durante os 90 minutos.

“De positivo ficam os 20 minutos iniciais, com controle de jogo e chances criadas. De negativo fica a lição que não podemos relaxar mesmo com um 2 a 0 e achar que tudo vai acontecer naturalmente. Não dá para jogar 45 minutos em alta intensidade, temos que saber dosar mais a energia. Os primeiros 20 minutos foram quase só do Bahia. De positivo também fica a reação para buscar o 3 a 2 depois disso”, concluiu.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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