O técnico Rogério Ceni saiu em defesa do atacante Alejo Véliz ao comentar o jejum de gols do jogador com a camisa do Bahia. Após o triunfo por 3 a 2 sobre o São Paulo, na Arena Fonte Nova, o treinador ressaltou a contribuição do centroavante para o funcionamento ofensivo da equipe, mesmo sem conseguir balançar as redes.
Na avaliação de Ceni, Alejo não teve uma oportunidade clara para marcar na partida, mas foi importante ao abrir espaços para as chegadas dos companheiros. O comandante destacou principalmente as movimentações que favoreceram Kike Olivera, Erick Pulga e as infiltrações do meio-campista Jean Lucas.
“Acho que ele não conseguiu ter oportunidade, hoje ele não teve uma chance real, mas abriu muito espaço para Kike, para Pulga, para infiltrações de Jean Lucas. Ele é um jogador que deixa tudo em campo, faz um serviço que não podemos deixar de destacar”, afirmou.
O treinador também elogiou o desempenho do argentino nos duelos individuais contra o zagueiro Arboleda, do São Paulo. Segundo Ceni, o atacante conseguiu levar vantagem em boa parte dos confrontos e contribuiu para a criação de contra-ataques do Bahia. “Arboleda é raro perder esse um contra um, e hoje Alejo venceu a maioria. Puxamos muitos contra-ataques assim”, analisou.
Apesar de reconhecer a importância do centroavante na construção das jogadas, Ceni admitiu que a expectativa é que Alejo também consiga contribuir com gols. O técnico, no entanto, reforçou que o jogador vem cumprindo sua função coletiva e demonstrando dedicação dentro de campo. “Claro que queremos ver o nove fazendo gols, mas ele vem trabalhando pelo time como ele pode”, concluiu.
A declaração demonstra a confiança da comissão técnica no trabalho do atacante, mesmo em meio à cobrança por maior efetividade ofensiva. Para Ceni, a contribuição de Alejo Véliz vai além das finalizações e inclui a abertura de espaços e a participação nas jogadas que permitem ao Bahia chegar ao ataque com outros jogadores.


