Revelado na base do Bahia, Vander foi promovido aos profissionais em 2010, marcando 4 gols em 28 jogos. No mesmo ano, foi emprestado ao Flamengo, onde disputou 9 jogos e marcou um gol. Retornou ao tricolor em 2012, atuando 26 vezes e marcando 2 gols, antes da saída polêmica para defender o Vitória.
Em entrevista ao ge.globo, o jogador, hoje atuando no Prachuap FC, da Tailândia, falou sobre as diferenças do Bahia atual, sob gestão do Grupo City, para o Bahia que ele defendeu em 2012, antes da saída. Vander afirmou que o clube era muito organizado na época e exaltou a torcida, mas que hoje se encontra em outro patamar após a venda para o conglomerado árabe.
“No tempo que joguei no Bahia sempre foi muito organizado, nada assustador. Estrutura sempre foi muito boa, ambiente muito bom. Torcida do Bahia dispensa comentários. Joguei com Kleberson no Bahia, Edilson, muito jogadores, Souza, Titi, mas hoje o Bahia está em outro patamar, futebol também mudou. O Bahia tem um elenco forte, talvez seja o mais forte desse século. Em relação a estrutura acredito que esteja melhor”.
Aos 34 anos, o atacante fala sobre as nova temporadas na Ásia e enxerga a carreira em reta final. “Cheguei aqui em 2017, vim no início do ano, foi a convite de um treinador brasileiro que estava aqui. Tive oportunidade de ir para a Coreia antes, em 2015, mas o Vitória não liberou. Como estava acabando meu contrato, aceitei esse desafio, não conhecia nada do futebol tailandês. Mas a proposta financeira era boa, e acabei aceitando esse desafio”, explica Vander.
“Estou começando a pensar em parar, futebol é complicado. Às vezes está vivendo um momento ruim e quer antecipar e num momento bom acha que dá para jogar uns três, quatro anos. Estou bem ainda, não estou pensando em parar, por exemplo, nesta temporada, mas tenho que começar nisso, geralmente a média é 35, 36, 37 anos. Não sei se vai ser no próximo ano, talvez faça planos de voltar ao Brasil se tiver oportunidade boa. Talvez seja o momento, mas não defini nada”, completa.

