Oferecido ao Esporte Clube Vitória, o atacante Esli García segue com futuro incerto no Paysandu, onde se destacou em 2024 com 14 gols em 45 partidas. O empresário que cuida da carreira do atleta no Brasil, Alexandre Pássaro, revelou que o clube paraense ainda tem pendências com o venezuelano referente salários, 13º, direitos de imagens e FGTS.
“O que podemos dizer é que nós nem iniciamos a negociação pela permanência do Esli. Estamos acompanhando as declarações que o clube tem dado, mas a verdade é que não há negociação para a permanência. Isso porque o Paysandu não pagou nem os salários e nem as imagens do Esli dos meses de outubro e novembro, além de estarem devendo 13o, FGTS e tudo mais”, disse em entrevista ao ge.globo.
“Desde o dia 25 de novembro temos buscado uma solução, proposta, pagamento, qualquer coisa, mas não houve nada. Por várias vezes prometeram os pagamentos e não cumpriram. Como vamos negociar o futuro se nem o passado estão fazendo questão de cumprir? Hoje, a impressão que temos, é que o Paysandu não tem interesse na permanência do Esli, embora publicamente contem outra história”, completa Alexandre.
O empresário afirmou que uma renovação por mais três temporadas está acertada, porém, acabou não acontecendo por conta dessas pendências.
“Tenho boa relação com o Roger, falo direto com ele e realmente acho que será um bom Presidente pro Paysandu. Mas além de tudo isso agora, que pra gente é bem desrespeitoso com um atleta que ajudou tanto e não está nem entre o top 10 de melhores salários do elenco, nos vem à lembrança o que aconteceu em julho, quando fechamos todos os detalhes da renovação, fizemos todas as minutas de contrato, mas desapareceram na hora de assinar o que foi combinado. Então, por isso, a gente fica muito preocupado com o futuro do Esli, olhando as vezes que já descumpriram com ele no passado”.

