Seis pessoas foram acusadas pelo auditor do STJD Rodrigo Aiache Cordeiro de envolvimento em um esquema de manipulação de resultados para favorecer apostadores em jogos do Patrocinense na Série D do Campeonato Brasileiro de 2024. Umas delas foi o técnico Estevam Soares, que passou pelo futebol baiano em 2018 comandando o Vitória da Conquista.
A investigação da Polícia Federal iniciou após suspeita de irregularidades na partida entre Inter de Limeira e Patrocinense em junho do ano passado, vencida pelo time paulista por 3 a 0 com três gols no primeiro tempo. Além do técnico Estevem Soares, foram citados também o zagueiro Richard Bala, o goleiro Felipe Gama, o auxiliar técnico Dodô, o dirigente Anderson Ibrahin Rocha, e Marcos Vinicius da Conceição, possível investidor.
Demitido depois da partida, Estevam Soares teria escalado Richard Bala a pedido de Anderson Ibrahin. O STJD afirma que trocas de mensagens revelam que ele tinha conhecimento do esquema. Em junho, quando já vinha sendo investigado, o treinador de 68 anos desabafou em entrevista à ESPN.
“Foi a pior coisa da minha vida. Até agora estou em estado de choque. Eu completei, em fevereiro, 52 anos de futebol: 21 como jogador e 31 como técnico. Já fui chamado de zagueiro cabeça de bagre, de burro e de gênio como treinador, mas nunca fui chamado de corrupto, em lugar nenhum. Tenho um nome e preciso trabalhar”, iniciou ele, em contato telefônico.
Como jogador, Estevam passou pelo Bahia em 1986-1987, e também vestiu a camisa do Vitória, em 1988. No futebol baiano, ele também jogou no Fluminense de Feira, em 1992. Além disso, passou por Guarani, São Paulo, Joinville, Sport, Ponte Preta, Sampaio Corrêa, entre outros.

