Em reunião do Conselho Técnico da CBF realizada nesta quarta-feira (12), na sede da entidade, no Rio de Janeiro, os clubes aprovaram novidades para a Série A do Campeonato Brasileiro 2025, uma delas as mudanças no Comitê de Arbitragem, a utilização do sistema de bolas múltiplas, como é na Premier League, além do Protocolo contra o racismo.
“Foi uma reunião de alto nível, todos os pontos abordados foram trabalhados e estamos sempre de portas abertas. A reunião teve muito diálogo. A CBF não é dona da verdade e o bom senso prevaleceu. Estamos prontos agora para iniciar a Série A do Campeonato Brasileiro, competição que a cada ano cresce. Nas duas últimas edições, a média de público foi superior a 25 mil torcedores por partida, uma marca histórica da competição. A audiência também só aumenta”, disse Ednaldo Rodrigues.
A arbitragem do Brasileirão terá a atuação de um Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais, que vai avaliar as decisões tomadas pelos árbitros na competição. Fazem parte deste grupo o italiano Nicola Rizolli, que apitou a final da Copa do Mundo de 2014, o argentino Nestor Pitana, árbitro da final da Copa do Mundo de 2018, e o brasileiro Sandro Meira Ricci, que trabalhou nas Copas de 2014 e 2018.
Assim como na Premier League, todo jogo terá 16 bolas serão posicionadas em torno do gramado, em cones, e o jogador apenas “retira” a bola do suporte. O trabalho do gandula agora consistirá em posicionar as bolas nos cones.
O Brasileirão 2025 será paralisado durante os períodos de Data FIFA e também durante o Mundial de Clubes da FIFA. A competição continental acontecerá nos Estados Unidos entre 15 de junho a 13 de julho, e contará com quatro brasileiros: Flamengo, Fluminense, Palmeiras e Botafogo. Enquanto estes clubes estiverem no torneio da FIFA, os demais poderão fazer intertemporadas ou excursões pelo exterior.
O Brasileirão desta temporada vai adotar o protocolo Antirracista implementado pela FIFA. O procedimento de três etapas criou um gesto global contra o racismo no futebol. Consiste em cruzar os braços em forma de X para denunciar um ato de cunho racista e pode ser sinalizado por árbitros, jogadores ou oficiais da competição. Atletas e oficiais devem comunicar ao árbitro por meio do gesto.

