A situação do técnico Dorival Júnior é bem complexa. Nesta sexta-feira, ele se reúne com o presidente Ednaldo Rodrigues para definir o futuro como treinador da Seleção Brasileira. Após a derrota humilhante para a Argentina, por 4 a 1, a pressão aumentou e a alta cúpula da CBF entende que é preciso uma mudança radical faltando um pouco mais de um ano para a Copa do Mundo.
A CBF segue sonhando com o italiano Carlo Ancelotti, mas se trata de um sonho difícil de ser realizado, pelo menos antes da Copa do Mundo. O treinador tem contrato com o Real Madrid até 2026 e não deve deixar o clube para assumir a Seleção.
Com Ancelotti bem distante, a CBF mantém conversas com o português Jorge Jesus, que surge como plano B. Ele sempre deixou claro que é um sonho comandar a Seleção e não seria difícil convencê-lo a abrir mão da disputa do Mundial de Clubes pelo Al-Hilal não seria um problema para o português.
Jorge Jesus tem contrato com o Al-Hilal até o fim do Mundial de Clubes com multa regressiva, e a liberação deveria ser ajustada com os sauditas. O Campeonato Saudita acaba no dia 26 de maio, mas o Al-Hilal pode chegar à última rodada já sem chances de título, o que facilitaria a liberação antecipada.
O que pode pesar contra a vinda de Jorge Jesus é o atrito com Neymar, que deixou o Al-Hilal insatisfeito o treinador. “Obviamente que fiquei muito chateado com as palavras do Jorge Jesus quando ele falou que eu não estava nas mesmas condições da equipe”, disse Neymar em fevereiro.

