Como triunfo por 2 a 0 na Arena Fonte Nova, no jogo de ida da final do Campeonato Baiano, o técnico Rogério Ceni completou o 5º Ba-Vi seguido sem perder. No ano passado, após aquele empate amargo em 1 a 1 na Fonte Nova, que acabou dando o título ao Vitória, o Bahia enfrentou o rival outras duas vezes pela Série A, com um empate (2 x 2 no Barradão) e um triunfo (2 x 0 na Fonte Nova).
Em 2025, pela primeira fase do Campeonato Baiano, os times empataram sem gols. Com isso, são dois triunfos e três empates. A última derrota foi justamente a do jogo de ida da final do Baianão de 2024, em que o Bahia abriu 2 a 0 no Barradão, mas levou uma virada surpreendente. Ceni falou sobre a sequência positiva contra o rival e disse o que mudou de lá para cá.
“Mudou uma coisa básica. O meio de campo que entrou, nas trocas, é bem diferente daquele time. Erick, Nestor e Michel não existiam naquela época. Acho que também estamos mais preparados fisicamente do que naquela época do ano passado. Uma melhora de elenco te dá mais chances de sair vencedor ao final. Um elenco melhor nos oferece mais chances de trocar, de preservar jogadores. Mas só um primeiro jogo. Não tem nada definido. Sabemos o grau de dificuldade que é jogar na casa do adversário”, disse.
“O lado emocional é grande parte do sucesso de uma equipe. A confiança também, que veio depois de reverter o resultado contra o Jacuipense. A coragem de colocar em campo um time pensando também no futuro, no jogo da Libertadores. É um grupo concentrado, que está dando mais valor defensivo esse ano. Manter o zero no placar é um fator de motivação. A gente tem variado, mudam as peças na linha de trás, e conseguimos manter o nível. Lá na frente o Lucho é um privilegiado na parte física, consegue terminar o jogo inteiro. É um conforto ter esse jogador. Libertadores é legal, muito bom estar na fase de grupos, mas não pode gerar falta de concentração para os próximos jogos. Temos que ter sempre a mentalidade de ganhar o próximo jogo. É assim que ganha confiança da equipe”.

