Após empatar com Defensa y Justicia e Atlético-MG, ambos fora de casa, o Esporte Clube Vitória encerrou o jejum de sete jogos sem vencer na temporada ao derrotar o Fortaleza por 2 a 1 no Estádio Manoel Barradas, pela 4ª rodada do Brasileirão. Com a vitória, o Leão chegou aos 4 pontos e deixou o Z-4.
O técnico Thiago Carpini classificou o jogo contra o Defensa y Justicia como o divisor de águas para a recuperação da equipe e frisou que os atletas que chegaram recentemente ao clube, precisam entender que o Vitória é um “time de operários”.
“Contra o Defensa y Justicia foi um jogo que pode ter sido sim um divisor de águas. Jogar na Argentina é muito difícil, muita competição. A gente sabia que dificuldade que seria, mas tivemos um controle emocional, um controle do jogo, e não sofrer gols foi muito importante. Depois enfrentar o Atlético-MG e ficar na frente duas vezes, assimilar os golpes, valorizar o ponto conquistado, tudo isso mostra maturidade coletiva”.
“Sofremos um gol que não pode acontecer, mas a equipe soube assimilar. Não é só a maneira de jogar, sei que já tentamos situações diferentes, mas acho que o comportamento individual, nossa identidade, os atletas novos que chegaram precisam entender que somos um time de operários. Precisamos de mais força para competir mais e igualar as coisas”.
O treinador falou sobre o rodízio de meio-campistas. “Eu nem falo em rodízio. São as opções que temos dentro de cada jogo. O Pepê consegue circular, desafogar a equipe com a qualidade técnica. O Ronaldo consegue arrastar mais, tirar o time de trás com a bola dominada, hoje conseguimos usar isso. O Willian [Oliveira] tem mais entendimento de ocupação de espaço. São opções diferentes para a nossa sequência. Independente de quem jogue, o Vitória está bem representado”.

