O meia Cauly foi o principal jogador do Bahia na temporada 2023, inclusive atraindo interesse de clubes brasileiros, como o Palmeiras, mas o clube descartou vender o camisa 8. Em 2024, ele teve uma temporada de altos e baixos, e ouviu muitas críticas da torcida. Em 2025, o rendimento em campo caiu ainda mais e ele chegou a perder a vaga de titular, sendo vaiado em alguns jogos.
Em entrevista ao jornalista Elton Serra, no canal ESPN, o meia Cauly fez um desabafo sobre as vaias do torcedor e afirmou que “é muito chato” ser vaiado dentro da Fonte Nova. Sobre a má fase, o camisa 8 atribuiu ao calendário do futebol brasileiro.
“Muitas vezes já falei que eu não concordo muito bem com essa má fase, porque eu acho que no Brasil o calendário é muito puxado, então acho que é difícil o jogador conseguir manter o mesmo nível. E claro que é chato também, principalmente as vaias do próprio torcedor, dentro da sua casa, que é o lugar mais especial”.
Apesar das críticas, Cauly não se vê fora do Bahia e afirmou que está focado em ajudar o clube a crescer de nível. “Sempre falei quando cheguei aqui que queria ajudar o clube a chegar nesse ponto, onde a gente vem fazendo um grande ano. Faço parte do Bahia, não me vejo hoje em outro lugar, estou com a cabeça focada no Bahia”.
Cauly frisou que é um pouco mais tranquilo, não gosta dos holofotes e que isso incomoda algumas pessoas. “Uma música mesmo se fala que na Bahia o que bate é maluquice e eu sou um pouco mais tranquilo, mas na minha, não sou muito apegado às câmeras e acho que é isso que de vez em quando chega até a incomodar algumas pessoas”.
Ele também falou sobre a camisa 8, usada pelo título Bobô. “Eu gosto muito dessa camisa 8, acho que combinou muito bem comigo. Não sinto muito o peso, mas eu sei da história que essa camisa tem, e isso me dá mais confiança para eu chamar cada vez mais a responsabilidade”

