O Bahia derrotou o Vitória no clássico Ba-Vi deste domingo, por 2 a 1, na Arena Fonte Nova, pela 9ª rodada da Série A, mesmo jogando boa parte do jogo com um a menos. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Rogério Ceni falou sobre as expulsões de Jean Lucas e Pepê, e não concordou com as decisões do árbitro.
“Acho que o lance do Jean Lucas não é para expulsão. E acho que o lance do Pepê também não. Para mim nenhum dos dois lances provoca algo grave, lances que não afetam absolutamente nada. O jogo deveria acabar 11 contra 11. Mas é uma opinião, o árbitro toma a decisão que achar melhor. Começamos com um a menos praticamente”, lembrou Ceni.
Ceni destacou a grande virtude do Bahia para vencer o Ba-Vi mesmo com a inferioridade numérica. “A grande virtude foi ter Everton e Caio no meio, e o grande defeito também. Só fizemos o gol por ter eles, e sofremos o gol por achar que dava para continuar com eles no segundo tempo. A gente não teve mais a bola no segundo tempo. A gente vem de quase 40 jogos no ano, jogar com dez contra 11 sem baixar a parte física não dá. Quando eu chamei Erick e Nico foi bem no momento da falta. Vi que ali a gente teria que tentar marcar mais que jogar, mas, infelizmente, não deu tempo. Mas é mérito total do time, com um jogador a menos, conseguir ter a bola e construir para fazer o resultado. No primeiro tempo não parecia um jogo de dez contra 11”.
“Primeiro ressaltar que ter Everton e Caio de volantes, Pulga e Cauly dos lados, Lucho na frente, Juba de lateral. Isso mostra a coragem que tivemos. A gente começou bem, e acho que continuou bem. Fui esperar para ver como iam se comportar e o jogo ficou bom para a gente. Achei que o time se acertou bem o primeiro tempo inteiro. Por isso arrisquei na volta do segundo tempo”, iniciou Ceni.
“No segundo tempo, quando vi que a coisa desandou, chamei Nico e Erick. Mas tivemos coração para reagir. Clássico, Fonte Nova, casa cheia, tiramos energia de onde não tinha mais. E o Nico é muito representativo. No lance do gol ele rouba a bola duas vezes. Ele não tem o refino que Caio e Everton têm, mas entra com muita entrega e muita saúde”, ressaltou Ceni.
Ceni explicou a entrada de Tiago no intervalo no lugar de Lucho Rodríguez. “A gente precisava de alguém para marcar, para ter mais energia em campo, e que também tentasse segurar um pouco mais a bola, que o Lucho não conseguiu fazer muito no primeiro tempo. No 11 contra 11 o Willian teria ajudado mais, tem uma técnica brilhante. Mas com um a menos o Tiago nos ajudou bastante. No fina ele foi para o lado, e o Willian entrou para tentar segurar a bola. Essas foram as opções no sentido do ataque. Teve também o Erick que entrou para fazer a do Cauly, o Michel que entrou para fazer o lado. A gente consegue o gol e depois se manter bem. Tivemos de ruim o começo do segundo tempo”.

