Após retornar de Belém, onde venceu o Paysandu por 1 a 0, pela Copa do Brasil, o Esporte Clube Bahia já tem novo compromisso neste sábado (03), diante do Botafogo. Esse será o 33º jogo do Esquadrão, que ainda não teve uma semana livre para treinamento em 2025 e vem fazendo partidas com intervalos de 3 a 4 dias.
Diga-se, o Bahia é o time com mais jogos na temporada. Diante da maratona de jogos, mesmo poupando alguns titulares nos jogos, o Esquadrão vem sofrendo alguns desfalques por lesão, algo que preocupa o técnico Rogério Ceni, que voltou a reclamar do calendário do futebol brasileiro.
“É difícil manter o nível de jogo, por mais que você tenha elenco para isso, jogadores que façam boas reposições, mas em alguns lugares do campo a gente vem sofrendo mais. A gente se prepara para ter dois atletas por posição e ter alguém na base para ajudar. Mas um jogo a cada 60, 70 horas, com viagem. Perde noite de sono, não treina, faz preparação sexta para jogar um jogo pesadíssimo contra o Botafogo. Pega Nacional, viaja para pegar o Flamengo, depois para a Colômbia para enfrentar o Atlético Nacional. Uma hora desgasta realmente. Não é só físico, é muito o lado mental, agora o grupo tem se mostrado focado, tentando suprir as necessidades, louvável a atitude deles, se não joga tão bem, não deixa de competir, esse é o principal ponto da gente”.
“Todos os times têm muitos jogadores lesionados, em proporção acho que não temos tanta lesão assim. Temos um departamento que cuida bem dos atletas, faz um pré-treino interessante para proteger o atleta, agora quando chega no jogo, últimos minutos, você quer competir até o fim, normalmente é aonde acontecem as lesões. Ano passado tínhamos cinco dias, uma semana, mas agora é desumano, não tem nada, é quarta, domingo, aliás, foi segunda, quinta, domingo, quarta e sábado. Estamos desde 23 de janeiro jogando quarta e domingo. Nunca passei por isso como atleta, nem como treinador. Impossível sair ileso”.

