"Essa ideia de achar que SAF é a salvação não existe", frisa Bellintani

“Essa ideia de achar que SAF é a salvação não existe”, frisa Bellintani

Bellintani ainda não vê a SAF como uma 'realidade consolidada' no Brasil

“Essa ideia de achar que SAF é a salvação não existe”, frisa Bellintani
Foto: Fernando Yogi/Londrina EC

Mais de 60 clubes brasileiros já se tornaram uma SAF (Sociedade Anônima de Futebol) e com o passar o tempo, até mesmo os clubes que já se posicionaram contra o modelo, deram o ‘braço a torcer’ e estão caminhando para se tornar um clube-empresa.

O empresário Guilherme Bellintani, que foi responsável pela negociação para a venda ao Bahia ao Grupo City, e atualmente conta com uma rede multi-clubes, ainda não trata o modelo como algo consolidado no futebol brasileiro, mas frisou que clubes estão se abrindo para o negócio.

“Acho que é muito cedo para dizer que já é uma realidade consolidada. Acho que é um processo de transformação como esse, pelo menos nos primeiros cinco anos, vamos ver muita coisa se ajustando. Erros sendo cometidos, acertos sendo repetidos. Acho que depois desses cinco anos é que vamos ver como o movimento se consolida para a gente dizer que supera uma primeira etapa de implantação das SAFs no Brasil”, disse o gestor.

“Clubes que antes diziam que não queriam SAF estão se abrindo e entendendo que precisam. Outros estão entendendo que, para enfrentar as SAFs, precisam se organizar. Então esse é um movimento muito interessante. Palmeiras e Flamengo, por exemplo, se anteciparam a isso e se organizaram antes”, completou.

Guilherme Bellintani, que foi presidente do Bahia de 2018 a 2022, também alerta que aderir ao modelo de SAF não significa fim dos problemas, mas vê a SAF como um projeto mais organizado.

“As SAFs também erram, é importante dizer isso. O investidor, às vezes, se engana ou está despreparado. É comum a gente ver SAFs que não deram certo porque o investidor não sabia o que queria. Em regra, o investidor sabe o que quer, mas ele também comete erros e se perde muitas vezes. (…) Essa ideia de achar que SAF é a salvação não existe. O que a gente tem é uma tendência de ter nas SAFs um projeto mais organizado”, ponderou Bellintani.

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Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Baiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com



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