A possibilidade de uma negociação entre o Qatar Sports Investments (grupo que administra o PSG) e o Esporte Clube Vitória animou os rubro-negros. Tudo começou quando o Movimento Vitória SAF revelou ter uma viagem marcada para dezembro para apresentar um relatório sobre o clube ao QSI no Qatar.
O responsável pela tentativa de aproximação é o ex-jogador Marcone Amaral, que jogou no Vitória e atualmente está como deputado estadual. Ele jogou no Qatar, inclusive na seleção do país, e se colocou à disposição para intermediar o negócio. O presidente Fábio Mota frisou que o grupo nunca se manifestou, mas admitiu que se houver interesse, vai autorizar o Movimento Vitória SAF e abrir negociação.
“O grupo [que lidera o PSG] nunca se manifestou. A única coisa que vão fazer é a viagem em dezembro, mas o Vitória não pode ficar parado, tem que se movimentar. Se até dezembro nada tiver claro e tiver realmente a viagem, a gente vai dar o mandado para que eles representem o Vitória”.
“Contratamos um dos maiores escritórios do Brasil, já fez mais de 30 SAFs no Brasil, estamos em boas mãos, entregamos para que ele modele a SAF. Ao mesmo tempo, demos autorização para buscar investidores. Mas, assim como o Vitória, das Séries A e B, 33 são associações e também estão procurando SAF”, afirma o presidente rubro-negro.
Sobre o Movimento Vitória SAF, Fábio Mota disse não ser contra, mas frisou que não pode ter oportunismo político. “Não é anunciar por aí que o Vitória vai ser vendido para Joãozinho. Não sou contra o Movimento Vitória SAF. Pelo contrário, é legítimo, muito importante, apoio, eu vim da torcida. Agora, tem que ter responsabilidade, não pode ter oportunismo político. Às vezes pode atrapalhar mais do que ajudar. Estávamos e estamos conversando com outros grupos que, depois de tanto barulho, começam a se afastar”, lamentou Fábio Mota.

