O Red Bull Bragantino perdeu para o Bahia, por 3 a 0, em Bragança Paulista, pela 12ª rodada da Série A. Aos 10 minutos do primeiro tempo, o Massa Bruta sofreu a expulsão do lateral-direito Andres Hurtado, que fez falta em Ademir, e como era o último homem, levou o vermelho direto.
Inicialmente, o árbitro Lucas Paulo Torezin não deu falta de Hurtado em Ademir. Porém, o árbitro foi acionado pelo VAR e, após ver o vídeo, marcou falta e expulsou o jogador. Apesar dos jogadores do Bragantino terem reclamado do lance, o técnico Fernando Seabra entende que pode ter sido falta e lance para vermelho, porém, criticou a postura do juiz durante a partida.
“Teve uma decisão de arbitragem que foi chamada pelo VAR, no início do jogo, que acaba transformando um 11 contra 10. Nesse sentido, condiciona muito daquilo que vai acontecer no jogo. Até pelo o que vimos, ainda não vi com atenção e cuidado, até entendo que pode ter sido falta. Até entendo que pode ter sido um lance de cartão vermelho. Mas acho que a arbitragem precisa entender que, quando tem expulsão dessa, os ânimos se alteram. É normal que o ânimo mude. O árbitro tem que saber levar”.
“Não acho que, tecnicamente, ele foi mal. Mas a conduta poderia ser melhor. Você vê que muitas vezes intercedeu com o nosso banco de reservas, ao fato de eu sair da área técnica, sendo que o técnico adversário também estava saindo e não era interpelado. Mais do que a questão da expulsão em si, a conduta gerou um acirramento de ânimo com o trabalho da arbitragem como um todo. Arbitragem tem que entender. Lance da expulsão em si, não podemos contestar. Mas pode contestar a condução do jogo depois. Acho que a irritação é mais disso do que da expulsão”, disse.
“Era importante manter a compactação para evitar o jogo entre linhas. Eles nos empurrariam. Em um primeiro momento, conseguimos subir e descer bloco. Conseguimos controlar bem. A medida que o tempo foi avançando, perdemos capacidade dos movimentos, Bahia conseguiu entrar. Com bola, conseguimos ir adaptando e criar problemas para o Bahia. Mas, defensivamente, não conseguimos manter o comportamento inicial dos 20 minutos até o fim do primeiro tempo. Esse foi o grande problema. Por isso, voltamos para o segundo tempo com linha de cinco para diminuir distância nessas janelas. Em alguns momentos, conseguimos. Mas, durante o segundo tempo, perdemos um pouco a dinâmica da linha média”, comentou Seabra.

