O Esporte Clube Vitória não foi citado pela CBF entre os clubes que aderiram ao modelo de Fair Play Financeiro e irão participar da construção do projeto, algo que chamou a atenção pelo fato do presidente Fábio Mota sempre ter declarado ser a favor da implementação da regra no futebol brasileiro.
CBF anunciou que 16 clubes da Série A aderiram ao modelo (Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Bragantino, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, Internacional, Juventude, Palmeiras, Santos, São Paulo, Sport e Vasco da Gama), além de 12 da Série B (América-MG, Athletico, Avaí, Botafogo-SP, Chapecoense, CRB, Ferroviária, Goiás, Grêmio Novorizontino, Paysandu, Remo e Volta Redonda) e oito federações estaduais (Alagoas, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Santa Catarina e Sergipe).
Apesar de não ter sido citado, o Vitória confirmou a adesão ao Fair Play Financeiro. O presidente do clube, Fábio Mota, destacou a importância do projeto para a sustentabilidade do futebol nacional.
“A criação de mecanismos que importem em promover um equilíbrio financeiro que, ao final, estruturem uma estabilidade econômica e uma ética desportiva que evitem os constantes e progressivos déficits, revela-se imprescindível para o enfrentamento de um endividamento que, no futuro, possa se apresentar, neste contexto, minimamente sustentável”, afirmou Mota em entrevista ao Bahia Notícias.
A primeira reunião oficial será logo após o Mundial de Clubes da FIFA, e entregará em 90 dias (após esse encontro) a proposta final do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), sob coordenação do vice-presidente Ricardo Gluck Paul.
Após o término das inscrições, o GT terá sua composição finalizada nos próximos dias. Para isso, a CBF fará reuniões internas com consultores técnicos independentes, “com notório saber nas áreas de finanças, contabilidade, governança, direito desportivo ou administração esportiva, que atuarão de forma consultiva e voluntária”, conforme o texto da Portaria que institui o GT.

